Sou maluca por Clarice Lispector. Comecei a ler seus romances, seus livros de crônicas e que tais quando ainda era uma adolescente e encontrei na prosa dela a voz da minha alma. Esse livro da imagem, “Uma Aprendizagem ou o Livros dos Prazeres” é um dos meus preferidos de todos os tempos. Lóri, a protagonista, se apaixona por Ulisses, mas precisa aprender a viver apesar dessa paixão. Ela precisa aprender a “ser”. O livro é ma-ra-vi-lho-so. Li muitos outros livros da Clarice, a saber: “A Via Crucis do Corpo” (em março de 1990), “Perto do Coração Selvagem” (em junho de 1989), “A Paixão Segundo GH” (em março de 1990) e ainda “Laços de Família” (em dezembro de 2001), presente do papai. Recomendo todos. Clarice faz bem pra alma.

Lidos em português.

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"Feliz Ano Velho"

February 7, 1990

feliz_ano_velho.jpgO livro da minha geração. Marcelo Rubens Paiva escreve uma autobiografia sobre o acidente que o deixou tetraplégico, a vida e a morte do pai, sua família. Muito emocionante. Li quando tinha mais ou menos 13, 14 anos. Fui à peça no Teatro Ipanema com o Marcos Frota no papel título, fiquei com vergonha de pedir autógrafo quando eu e uma amiga o encontramos na padaria da esquina, depois do espetáculo. Li o livro tantas vezes que parecia que era amiga íntima da família Paiva, numa espécie de síndrome da novela das oito. Isso durou até o dia em que meu colégio resolveu promover um encontro com o escritor. Auditório lotado. Depois da palestra de abertura, quando Marcelo falou sobre o livro, o encontro foi aberto a perguntas. Eu, claro, faço a minha. Queria saber como estava a família dele, como vai sua mãe, Marcelo, perguntei, muito ingenuamente. Ele riu da minha pergunta e disse que ela estava bem… e fez pouco da minha curiosidade de fã. Me senti pequenininha naquele dia. Li ainda “Blecaute”, que não achei lá essas coisas.

Lido em português.