“Min kamp”

July 31, 2011

Devorei esse livro do norueguês (só tá dando Noruega!) Karl Ove Knausgård. Li sobre ele há um, dois anos, quando o livro foi lançado na Noruega e conquistou tanto a crítica quanto o público. Demorei pra comprar porque fiquei com receio de ser uma coisa masculina demais. Knausgård é, no entanto, masculino porém extremamente aberto. Ele é, hum, humano. Nesse primeiro volume — são, ao que parece, seis (!) volumes, todos autobiográficos — Knausgård conta sobre sua infância até os 30 anos de idade, quando o pai morreu. Não é um diário, veja bem, é uma história maravilhosamente bem-contada, cujo destaque temos que dar à relação do autor com o pai e a morte dele. Adorei porque Knausgård escreve maravilhosamente bem sobre coisas terríveis, sobre suas emoções e sua família. E também ajuda saber que é tudo verdade. Se bem que acho meio ruim esse meu lado Big Brother (e eu que nunca assisti ao programa!), mas é só aceitar. A realidade me fascina.

Lido em sueco.

“En dåre fri”

July 15, 2011

Adorei o primeiro que li da escritora norueguesa Beate Grimsrud. O título do livro é, mais ou menos, “Um(a) louco(a) à solta”. Conta a história de Eli, uma menina que ouve vozes desde os seis anos de idade. No início são duas as vozes, Espen e Emil, meninos pequenos. Na adolescência, a voz do caótico e violento Erik aparece. Um pouco mais velha, Eli começa a ouvir uma quarta voz, a do Príncipe Eugen, muito aristocrático. Beate escreve sobre as incontáveis internações de Eli em alas de psiquiatria e a luta de Eli em conseguir viver nesse caos. Impressionante. Houve especulações de como a autora conseguira escrever de forma tão perfeita sobre o um assunto assim. Quem sabe o romance tem base na realidade?

Lido em sueco.

O segundo livro da historiadora sueca Yvonne Hirdman que leio. O primeiro foi sobre Alva Myrdal, uma figura mitológica na Suécia em geral e na formação do estado socialista e social do país em particular. Aqui ela escreve sobre sua mãe, uma mulher nascida na Romênia e que teve uma série de “aventuras” na vida. Uma das mais interessantes é se apaixonar, se tornar comunista por conta do amor, ir morar em Moscou e depois ser perseguida pela Alemanha nazista, até que consegue se refugiar na Suécia. Yvonne Hirdman ganhou o Augustipriset pelo livro, um dos prêmios mais bacanas por essas bandas. Bacana, interessante, muitíssimo bem contado. Recomendo!

Lido em sueco