“My Life in France”

August 12, 2009

Se escrevesse aqui que adorei o livro de Julia Child e Alex Prud’homme (sobrinho-neto dela) estaria mentindo. Mas minto também se dissesse que não gostei. Achei o livro bacana, leve, interessante. Trata-se da história de Julia e Paul Child, ele diplomata, ela a dona-de-casa que acaba em Paris e se descobre uma chef com direito a aulas na Cordon Bleu e livros publicados. Nos anos 60, de volta aos EUA, Julia se transforma num ícone da TV americana com shows de culinária legendários. Gostei que ela descobriu o seu “barato”, a coisa que ela mais amava fazer e que ajudou a formar a sua vida. Bacana. (Acho que compreendi porque me senti atraída por esse livro: ele conta a história de uma mulher competentíssima e que descobriu o seu call pesquisando sobre a excelência da cozinha francesa. Ela me lembra muitíssimo da minha avó Celia, que começou em casa a fazer bonbons, fondants decorados à mão, para casamentos e festas. No final, ela tinha uma loja de doces numa casa no Jardim Botânico (bairro do Rio) chamada Le Temps Retrouvés e que vendia com sucesso bonbonnieres com fondants e doces criados por ela. Ela era enlouquecida por tudo francês.)

Lido em inglês.

Gostei do livro escrito por Sue Townsend. Ela conta, em forma de diário, um ano na vida do menino Adrian Mole. Vale dizer que os livros da série são best-sellers na Grã-Bretanha. Esse, o primeiro da série, é ao mesmo tempo engraçado e um pouco triste, talvez um pouco infanto-juvenil pro meu gosto, mas ainda assim, ok. Gosto desses livros escritos em forma de diário, talvez seria uma boa idéia começar a escrever um? Bom, o livro é legal o suficiente para que eu me sinta obrigada a ler todos os outros. Esse foi escrito, se não me engano, nos anos 90.

Lido em inglês.

Devorei mais um do funny guy David Sedaris. Gostei muito. Tem uma história conhecida, que ele usou num outro livro (acho que foi “Me talk pretty one day“), mas o resto do material é novo. E legal. Não é um livro pra pensar, só pra curtir. Ele é engraçado e faz observações interessantes sobre si próprio e o seu mundinho, o namorado, as viagens dos dois. Gosto dele, gosto da atitude debochada dele, mas esse livro é menos “alegre” do que os outros. Sedaris vive há muitos anos em Paris e eu acho que ele mudou nesse tempo. Ficou menos doido, mais… uhm, europeu. Será?

Lido em inglês.