“Glöm mig”

August 20, 2017

O jornalista sueco Alex Schulman não é um escritor, apesar de já ter publicado vários livros. Nada de errado com isso mas ele mostra nesse livro sobre sua mãe alcoolista, que ele pode contar uma história de forma interessante, mas não faz literatura. Mesmo assim, o livro é bom, mostra um retrato honesto da mãe e o que a dependência do álcool faz com uma pessoa e com toda a família. Principalmente com os filhos. Eu achei que ele conseguiu mostrar, através de lembrancas de infância, a dor de uma crianca/adolescente/filho adulto quando um pai/mãe não dá conta da família, ou não consegue tomar conta de si prório. O título do livro pode ser traduzido como “Me esquecam”, uma frase que a mãe dele disse para os filhos quando eles, já adultos, comecaram a indicar que ela precisava buscar ajuda por causa do seu alcolismo.

Lido em sueco.

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“Ditt och mitt liv”

August 17, 2017

Que decepcão! Adoro os livros de Majgull Axelsson, uma escritora e jornalista sueca, mas esse, cujo título pode ser traduzido como “Sua ou minha vida”, eu não gostei. Li há pouco tempo “Jag heter inte Miriam”, um dos melhores livros que já li na minha vida. Mas esse aqui, não tem o peso e a vitalidade de ”Jag heter inte Miriam”. Essa história tem um quê de realismo fantástico, como “Aprilhäxan” (que li quando ainda estava aprendendo sueco), mas também não tem o peso necessário. Märit, a protagonista, cresce durante os anos 60 numa família proletária sueca. Ela tem um irmão deficiente mental cujo destino foi cruel e muito comum na Suécia nessa época. O livro é a viagem dela (e as lembrancas dela) para entender o que aconteceu com o irmão. Li para o círculo de livros.

Lido em sueco.

Mais um livro da minha querida Joyce Carol Oates. O título em original é “The Gravedigger’s Daughter”. O livro é muito bom. Frenético. Violento. A história em resumo: No final dos anos 30, a família alemã Schwart chega aos Estados Unidos fugindo dos nazistas. O único trabalho oferecido ao pai, antes professor de matemática, é como escavador e guardião do cemitério local. A mãe nunca aprende inglês, os dois filhos homens desaparecem e a menina, Rebecca, é testemunha quando sua família é perseguida pela comunidade local. Tudo termina em uma tragédia. Rebecca, então com dezesseis anos, foge de casa. Quero mais Joyce Carol Oates, mesmo ela sendo às vezes intensiva demais pro meu gosto. Uma vez me vi segurando a respiracão para acabar de ler uma cena muito violenta. E pensei: “Ela não desiste nem alivia!”.

Lido em sueco.