O livro da atriz e comediante sueca Mia Skäringer é um daqueles que se lê melhor durante as férias, entre um avião e outro, quando sua vida fica em suspenso num aeroporto qualquer. Foi exatamente assim que li o livro dela e gostei. Anotações rápidas e considerações honestas (e desbocadíssimas) de uma mulher com filhos, carreira, angústia e tudo mais. Gostei.

Lido em sueco.

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Sabe quando você alcança um ponto na sua vida em que precisa mudar como vive/pensa/age ou então the live as you know it vai pra cucuia? Pois é, eu tinha atingido esse ponto. Aí procurei ajuda e fiquei sabendo desse livro. Cada palavra, cada teoria, cada explicação me ajudaram a compreender um pouco mais de mim mesma, o porquê dessa minha inquietude. Obrigada Dan Josefsson e Egil Linge! (O assunto do livro? Ah, comentar isso seria revelar demais.)

Lido em sueco.

O segundo volume das memórias da minha querida Doris Lessing. Olha, eu li porque eu realmente gosto dessa velhinha, mas não posso dizer que gostei completamente. Ela não fala dos filhos que deixou – o pouco que escreve sobre isso é de forma até certo ponto impessoal – o que, obviamente, não me satisfez. O livro quase inteiro é dedicado à vida de Doris no Partido Comunista, à sua viagem à União Soviética e aos seus parceiros. Que decepção!

Lido em inglês

Esse livro da escritora e docente em ética e teologia Ann Heberlein é espetacular. Ela conta de maneira direta e aberta sobre sua manodepressividade e de como a vida é quando se está doente. O título é revelador: “Eu não quero morrer, só não quero viver”. Ela fala de Silvia Plath, Virginia Wolf e outras, que não resistiram e resolveram se matar. Heberlein, que sumiu durante uns dias quando o livro foi lançado, não se matou. Ainda. O livro é pesado, mas vale muito a pena por ser lindo em sua tristeza pura e profundamente inteligente. Não me admira que ela tenha sumido depois da publicação de um livro tão revelador.

Lido em sueco.