“Bitterfittan”

January 22, 2008

O romance feminista de Maria Sveland foi muito discutido quando lançado. O título é intraduzível (isso aqui é um blog de família!), mas diz respeito à amargura que algumas mulheres que resolvem levar a frente a equação filho+trabalho sentem. A razão da amargura seria a falta de igualdade da vida, do que se espera delas em relação do que se espera dos homens na mesma situação. Mas, principalmente, como elas mesmas se exigem uma série de coisas simultaneamente e, claro, falham, e se enchem de culpa. Ask me if it rings a bell… Oh yeah.

Lido em sueco.

Livro infantil de Graciliano Ramos. Li em vinte minutos. Sinto uma saudade imensa do português, ainda mais do português falado com sotaque. Na escrita isso pode ser visto quando o autor utiliza palavras como “mangando”, “taludo”, “arenga besta” e o melhor: “Bolam comigo porque eu sou miúdo”. Há coisa melhor? Presente da Maria Lídia. 🙂

Lido em português.

“Mannen utan öde”

January 12, 2008

Esse livro de Imre Kertész, vencedor do prêmio Nobel de literatura de 2002, é uma obra-prima. O protagonista, um menino de 14 anos, conta como foi levado pra campos de concentração e como era o dia-a-dia de lá. Até aí, parece um livro comum, um testemunho dos horrores da segunda guerra mundial. Mas a história é muito mais. Minha impressão é que o menino passou pelo que passou e saiu totalmente inteiro da experiência. No final do livro ele explica como isso foi possível. Acabei por me perguntar: pode um livro sobre um dos piores capítulos da história mundial não conter uma gota de ódio? Segundo Imre Kertész pode. Livraço.

Lido em sueco.