"Bokhandlaren i Kabul"

April 29, 2007

Finalmente li o best seller de Åsne Seierstad. Demorei porque tinha preconceito contra a autora. O problema é que vi uma entrevista dela num famoso programa norueguês de entrevistas literárias pela TV e notei um tom de desdém de Seierstad para com a família do tal do livreiro de Kabul. Achei aquilo meio que o fim da picada e decidi não ler o livro, que explodiu aqui também, assim como em todo mundo. Mas aí, ganhei o livro de presente da minha sogra no natal passado e, como não tinha pra ler por esses dias, dei uma chance. E gostei. Legal é que Seierstad “some” na narrativa; é como se ela observasse tudo de fora. Mas o melhor mesmo é quando ela escreve sobre as pessoas da família Khan. Cada uma com sua particularidade. Cada um mais assustador do que o outro. Ótimo.

Lido em sueco.

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O que dizer desse livro de Alexander McCall Smith? Em uma palavra: “safe”. Se você quer ou precisa (por razões psicológicas) ler algo completamente inofensivo, que não exija mais do que a compreensão básica da língua e que não te desafie em absolutamente nada (emocionalmente ou intelectualmente), Alexander McCall Smith is your man. O livro é chato porque totalmente sem sal. Mas eu também sabia o que estava fazendo quando o escolhi na estante. Ainda bem que acabou.

Lido em sueco.