"Eva Luna"

November 28, 2004

Mais um da Isabel Allende que eu adorei. Não foi a mesma paixão da “Casa dos Espíritos”, mas ainda assim. Allende é Allende e estamos conversados. O que eu gosto nesse é que acompanhamos a heroína em aventuras inacreditáveis e tudo fica muito plausível com a prosa da autora. Eu recomendo esse aqui a todo mundo que goste de se envolver num livro. Não dá pra ler Isabel Allende à distância. Li também “De Amor e de Sombras”, que foi presente da Julia, mas não me lembro quando foi. É também ótimo.

Lido em sueco.

"O calígrafo de Voltaire"

November 13, 2004

O argentino Pablo de Santis escreve tão bem que é uma delícia ler esse livro, apesar de sua natureza meio rocambolesca. São tantos detalhes, tantas sutilezas e coisas estranhas que fica difícil enumerar aqui sem contar todo o enredo. No meio de calígrafos, corações de mestres famosos e muito mistério, você se depara com algo assim:

“O silêncio de Darel construía uma muralha de cristal ao seu redor. Tenho ouvido dizer que a atenção é uma forma de reza; se for mesmo assim, aquele homem orava.”

:c) Presente da Julia.

Lido em português.

"Cinco Marias"

November 13, 2004

Livro de poemas de Carpinejar. Sinceramente, não sei escrever sobre poesia. Hummm, humm, Freud explica direitinho. Mas, aqui vai um dos meus preferidos:

“A honestidade é antipática.
As pessoas que são justas,
discretas, comportadas,
netos no colo, casos arquivados,
não rendem literatura.
A impureza emociona.”

Presente da Julia.

Lido em português.

"Pensar é Transgredir"

November 10, 2004

Mais um da Lya Luft. Um livro de crônicas, com alguns dos temas que a escritora levantou no “Perdas e Ganhos”. Gosto particularmente da crônica de número 34, chamada “Anistia”. Nela, Lya Luft escreve sobre o encontro de mulheres mais velhas, que se reúnem pra falar da vida, de envelhecer etc. Até que alguém sugere que elas falem de raiva. “Como nos permitir raiva das pessoas que amamos?” Aha. Presente da mamãe.

Lido em português.

"Mulheres Perfeitas"

November 10, 2004

Nunca tinha ouvido falar desse livro, nem do autor, Ira Levin, até que o filme “Stepford Wives” foi lançado. Não vi o filme, mas fiquei intrigada com o enredo. Mulheres perfeitas robôs? Não, mulheres comuns transformadas em robôs perfeitos? Tudo isso debaixo do tapete e das aparências de uma aparentemente idílica cidade americana? Bom, eu tinha que conferir de alguma forma. E devorei esse livro em duas horas. Ótimo. Presente da Julia.

Lido em português.

"Svek"

November 2, 2004

Karin Alvtegen escreve um livro interessantíssimo, cheio de sofisticados twists na trama. É um livro de crime, de morte, de desafeto, de traição, como diz o título. Eva e Henrik caminham a passos certos para um divórcio doloroso. Jonas é obcecado. Não posso contar muito mais que é pra não acabar com o mistério, um dos pontos fortes do livro. Sei que Karin Alvtegen teve um livro traduzido pro português. Não é esse, mas ela é fera, de forma que deve ser tão bom quanto.

Lido em sueco.