O livro do psiquiatra sueco David Eberhard é fantástico. O título traduzido explica um bocado: “No país dos viciados em segurança: a Suécia e a síndrome nacional do pânico.” Pois é, você entendeu bem: até mesmo os suecos têm medo. Só que o medo aqui é diferente. As pessoas podem andar na rua à noite sem problemas, mas quando chegam em casa se consomem em angústia. E essa angústia têm várias fontes. Uma delas: quem detesta seu trabalho acha melhor continuar trabalhando lá porque é dificílimo conseguir trabalho fixo aqui por conta das leis de “segurança” criadas pelos sindicatos. Esse é apenas um exemplo. David Eberhard escreve sobre vários; sobre o excesso de leis e regulamentações que existem aqui, de como o estado tenta proteger o cidadão de todo o tipo de perigo imaginável e acaba criando uma pessoa totalmente incapaz de tolerar a mínima frustração e julgar os riscos de uma situação com os próprios neurônios. Ótimo.

Lido em sueco.

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O livro de Hanne Kjöller, cujo título pode ser traduzido como “na cabeça de uma mãe”, descreve como é ser mãe na Suécia de hoje. A jornalista sueca escreve a partir de sua experiência própria e de sua irritação com as mães que reclamam o tempo todo de como é estrassante ter filhos, trabalhar, cuidar da casa etc. A parte que mais gostei é a que discute o medo das mães numa sociedade extremamente segura. Li até a ultima página, fechei o livro e fiquei com vergonha da minha ladainha. Muito bom. Recomendo.

Lido em sueco.