“A widow’s story”

April 29, 2012

Mais uma master piece da minha querida e amada Joyce Carol Oates. Eu adoro o que ela escreve, adoro a intensidade dos personagens que ela cria ou escolhe pra descrever. Esse livro, no entanto, eu demorei pra ler por uma razão simples: é o livro que ela escreveu depois da morte do marido, Raymond Smith, depois de um casamento que durava quase 50 anos (!). Eu fiquei com medo da tristeza dela, com medo do que leria porque sei que Oates é capaz de passar para um texto a exata sensação que certas emoções têm. Ela é realmente uma mestra! Adorei cada página, apesar do desespero sobre o qual ela escreve. Fiquei comovida e me identifiquei com a solidão dela, apesar de não pretender ficar viúva tão cedo e gostei que, no final, ela consegue dar uma volta por cima e encontrar um outro parceiro. Mas o livro é uma grande ode ao amor, ao companheirismo, a uma vida em comum. Muito bonito.

Lido em inglês.

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“Ett gott liv”

April 17, 2012

Mais um de uma das minhas autoras favoritas, Ann Heberlein. Já li “Jag vill inte dö, jag vill bara inte leva” (“Não quero morrer, só não quero viver”) e “En liten bok om ondska” (“Um pequeno livro sobre maldade”) e adorei os dois. Esse, cujo título é “Uma vida boa”, é a continuação do primeiro, de quando ela pirou por conta de uma mano-depressão e desapareceu por uns tempos tendo deixado uma carta de despedida pra família. Aqui ela comenta o que aconteceu antes, durante e depois do processo de criação do livro “Jag vill inte dö, jag vill bara inte leva”, o que em si é interessantíssimo. Ela põe muita culpa do que aconteceu no editor do livro, que, segundo ela, a pressionou pra participar de noites-de-autógrafos e programas de televisão pra divulgar o livro quando ela quase estava à beira do suicídio e pensa sobre a culpa que sente sobre o desarranjo que causou na sua família. Gostei muito, mais ainda prefiro o primeiro, porque o acho mais vertiginoso, na beira do abismo mesmo.

Lido em sueco

Esse é o segundo livro de Kristian Lundberg que leio. O primeiro, “Yarden” deu um show de bola. Esse livro, cujo título poderia se traduzir (muitíssimo livremente e, talvez, erroneamente) como “E tudo tem que ser/é amor”, é uma continuação do primeiro, só que infelizmente pior. Esse é mais hermético, ainda assim com a angústia que dominava o primeiro, mas muito mais fechado, mas difícil de entender, complicado de achar o fio da meada. Aqui Kristian Lundberg conta mais da história da mãe esquizofrênica e de como isso influenciou a sua vida. Uma das minhas interpretações do livro e do título também meio hermético é que, apesar das loucuras todas da mãe, ele pode hoje em dia ver as ações dela como atos de amor.

Lido em sueco