“The Great Gatsby”

March 24, 2012

Nunca tinha lido o clássico de F. Scott Fitzgerald. Li e gostei. Gostei? Gostei mesmo? Acho que sim… Acho esse livro similar ao “Farväll till Berlin” de Christopher Isherwood: ligeiro, um estilo rápido, direto, quase jornalístico de escrever um romance – o que pra mim sempre foi um mérito. F. Scott Fitzgerald escreveu esse livro poucos anos antes de Isherwood, e conta a história de americanos ricos e decadentes num tempo de exageros, exatamente antes do crash da bolsa de Nova York. Um clássico, é um clássico, vale sempre a pena (mas eu dou apenas quatro corações porque não me deixou extasiada.)

Lido em inglês.

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“Where I was from”

March 19, 2012

Comprei esse de Joan Didion porque já li dois dela, “O ano do pensamento mágico” e “Blue nights” e gostei muito dos dois. Não queria arriscar uma decepção com um livro de ficção, mas ai, como me decepcionei mesmo assim! Esse “Where I was from”, que comprei porque conta a história da família dela e, pensei, dela mesma – é, na verdade, mais uma história da colonização da Califórnia. Achei a maioria do que está no livro pouco interessante, mas quando ela descreve pessoas de sua família, pequenos detalhes de vidas remotas, fica bacana. Por isso é que digo que Didion é sempre Didion, então ela ganhará pelo menos dois corações. For the effort.

Lido em inglês.

Acredite se quiser mas nunca tinha lido o clássico de Jane Austen, cujo título no original é, claro, “Pride and Prejudice”. Tinha apenas visto filmes e lido os spin offs modernos, como “O diário de Bridget Jones” e coisas parecidas. Adorei, adorei, adorei. Adorei a intriga medonha que dá um trabalho danado a todos os envolvidos para resolver. Adorei que tudo tem de ser resolvido por carta, adorei as casas, os jardins, os jantares, os bailes. Adorei que tudo dá certo no final e fiquei o tempo todo imaginando o lindíssimo Colin Firth quando lia algo sobre Mr Darcy. Adorei que me apaixonei pelo Mr Darcy. Adorei as respostas da espertíssima Elizabeth a todas as humilhacões que sofreu por conta da família menos nobre e menos rica. Acho que no fundo, sou mesmo uma romântica (mesmo achando que seria mais moderno ser pragmática). Preciso dizer? Leia!!!!!

Lido em sueco.

Comprei esse da novelista canadense Alice Munro depois da dica do meu amado Jonathan Franzen. Ele diz que ela é simplesmente a melhor escritora viva de ficção do continente americano. Comprei, comecei a ler esse livro de contos, cujo título no original é “Hateship, Friendship, Courtship, Loveship, Marriage”, mas desisti. Acho que a razão foi que idéia de ler contos geralmente não me atrai tanto quando ler romances de ficção. Mas, ainda meio doentinha e sem nada novo pra ler, fui dar mais uma chance e vi como o preconceito pode ser um fator limitador na nossa vida. ADOREI! Que intensidade, cada conto é um universo bem construidíssimo, maravilhosamente completo em si. São joias em formato reduzido. Leia, leia, leia!

Lido em sueco.

“Hjärtdjur”

March 11, 2012

Comprei esse livro quando Herta Müller ganhou o Nobel de literatura em 2009. Comecei a ler e achei tudo muito hermético; uma protagonista sem nome, coisas desconexas e aí deixei pra lá. Mas eis que alguns anos depois, me vejo em casa doentinha e sem um livrinho novo sequer pra ler. Fui lá, li e gostei. Herta Müller, senhoras e senhores, é a versão romeno-alemã da Clarice Lispector! Esse livro, cujo título é meio que intraduzível, também é baseado nos anos de perseguição e desespero de Ceaușescu, o terrível ditador romeno. O texto todo pesa, tudo é muito triste, e, sabemos agora, muitíssimo real. Muito bom (mesmo que Herta Müller nunca será uma das minhas favoritas, apesar da minha paixão por Clarice Lispector).

Lido em sueco.

Esse foi o primeiro do escritor japonês Haruki Marukami que li. O título pode ser traduzido mais ou menos assim: “Do que estou falando quando falo de corrida”, ou algo parecido. Marukami é considerado cult por aqui, por razões que fogem a minha compreensão. O livro é composto por textos em que Marukami conta sobre sua paixão pela corrida e como essa paixão disciplinada influencia sua capacidade de escrever. Ele descreve seus preparativos para participar da maratona de Nova York (uma das 24 das quais participou), assim como conta como foi a experiência de correr no sol escaldante grego entre as cidades de Atenas e Maratona no trajeto clássico. Comprei esse livro porque literatura e corrida são dois assuntos que me interessam muito. Mas esperava mais.

Lido em sueco.

“Svindlande höjder”

March 4, 2012

Mal terminei de ler “Jane Eyre” de Charlotte e saí correndo pra ler “Svindlande höjder” (título no original “Wuthering Heights”), da irmã mais velha, Emily Brontë. Se gostei do livro de Charlotte, AMEI o de Emily. Minha impressão é que Charlotte era uma daquelas pessoas esforçadas, muito esforçadas, mas Emily tinha o verdadeiro talento (se é que sei do que estou falando…). A história de Heathcliff, Catherine e dos outros personagens que vivem às voltas da propriedade Wuthering Heights é fascinantemente dark. As pessoas são todas mimadas e quem não é mimado é mau. Fascinante! Menos dogmático do que o livro da irmã e por isso muitíssimo mais interessante. Leia!

Lido em sueco.