Lucinha Araújo e Regina Echeverria escrevem um livro muito pessoal, sem qualquer problema em criticar quem “ousou” não ajudar Cazuza em sua fase doente. Li o livro inteiro em um dia, numa urgência de saber como Lucinha Araújo passou pela loucura de perder seu filho único para a AIDS. Eu já sabia o resultado, mas ainda assim li o livro à jato, impulsionada pela história escrita urgentemente – tão urgente quanto a vida que Cazuza viveu. Tudo tinha que ser o mais intenso possível, o mais desafiador, o mais transgressor. Presente da Grace.

Lido em português.

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Fiquei totalmente envolvida na leitura de Utvandrarna (“Os emigrantes”), de Vilhelm Moberg, um dos clássicos obrigatórios suecos. O livro, escrito em 1949, é a primeira parte de uma trilogia que se completa com Invandrarna (“Os imigrantes”), escrito em 1952, e Nybyggarna (algo como “Os pioneiros”), de 1956. Moberg escreveu ainda um quarto livro, que é também visto como parte da trilogia, chamado Sista brevet till Sverige (“A última carta à Suécia”), de 1959.

Moberg descreve a saga de Karl-Oscar e Kristina, dois camponeses de Småland (ismôôland, região do centro sul sueco) que, assim como milhões de outros suecos do século passado, emigraram pros EUA em busca de uma vida melhor. Durante o século XIX e até no início do século XX, a Suécia tinha uma economia predominantemente rural. Invernos prolongados, verões curtos e população pobre. O resultado dessa mistura foi uma emigração em massa pros EUA: cerca de 1.3 milhão de suecos (1/5 da população) abandonaram suas terras. Seria bom se a maioria da população sueca se lembrasse disso de quando em vez. Muito bom.

Lido em sueco.