“Älskade”

March 9, 2014

O primeiro livro da americana Toni Morrison que leio. O que dizer sobre esse livro? Interessante, complicado (no início), amedrontador, trabalhoso. Isso. Ler esse, cujo título no original é “Beloved”, foi difícil mas interessante. Não posso contar a história porque perderia a graça para quem ainda não leu, mas posso dizer que é um livro sobre escravidão, liberdade, vida, morte, espíritos, uma sociedade baseada em injustiça, medo, terror e atos de rebeldia. Há muito tempo queria ler Toni Morrison, que ganhou o Nobel de Literatura em 1993 e o Pulitzer de melhor livro em 1988, quando foi publicado nos EUA. Acho que escolhi a obra certa pra começar. Mas, pra ser muito sincera, preciso dar um tempo com ela. Tudo é muito forte, difícil de digerir.

Lido em sueco.

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“The Great Gatsby”

March 24, 2012

Nunca tinha lido o clássico de F. Scott Fitzgerald. Li e gostei. Gostei? Gostei mesmo? Acho que sim… Acho esse livro similar ao “Farväll till Berlin” de Christopher Isherwood: ligeiro, um estilo rápido, direto, quase jornalístico de escrever um romance – o que pra mim sempre foi um mérito. F. Scott Fitzgerald escreveu esse livro poucos anos antes de Isherwood, e conta a história de americanos ricos e decadentes num tempo de exageros, exatamente antes do crash da bolsa de Nova York. Um clássico, é um clássico, vale sempre a pena (mas eu dou apenas quatro corações porque não me deixou extasiada.)

Lido em inglês.

“Freedom”

January 6, 2012

Sabe aquele livro que você termina de ler mas continua a ecoar dentro da sua cabeça? Isso aconteceu comigo poucas vezes. A primeira quando li “A casa dos espíritos” de Isabel Allende aos 14 anos. A segunda, quando terminei “Crime e Castigo”, aos 20. A terceira aconteceu essa semana, quando acabei “Freedom”, do meu querido Jonathan Franzen. “Freedom” é um romance sobre a família Berglund (americana com raízes suecas, exatamente como a de Franzen), dos anos 70 até a atualidade. É um romance realista, fala sobre o ataque terrorista em Nova York, da guerra do Iraque, da corrupção do governo Bush e de seus goons (tipo Dick Cheney), mas principalmente como a vida americana é moldada numa idéia básica de liberdade — daí o título — que é aparentemente positiva mas que, no final das contas, quando a noção de liberdade é absoluta e levada a extremos, torna a vida impossível de ser vivida. Ma-ra-vi-lho-so.

Lido em inglês.

“Farväl till Berlin”

November 6, 2011

Christopher Isherwood escreveu esse livro em Berlin por volta de 1930. Ele conta a história da sociedade alemã, das desigualdades sociais, da pobreza depois de uma guerra sujíssima, de decadência, vício, infelicidade e o início do nazismo. Gostei do livro, apesar do estilo impressionista de descrever os personagens. São todos (ou os que Isherwood não gosta) gordos, brutos, doentes. Mas, gosto de como ele escreve, de forma direta, sem dourar a pílula. Isherwood escreve que o livro é uma obra de ficção, apesar do nome do protagonista ser o mesmo do autor. Não sei se acredito… Ou se quero acreditar. Dou cinco corações, apesar de ter ficado irritada com o autor algumas vezes durante a leitura. Mas o livro é bom, não posso negar.

Lido em sueco.

"In Cold Blood"

October 26, 2007

Segunda vez que leio a obra-prima de Truman Capote. O livro conta a história do assassinato de uma família inteira numa cidadezinha de Kansas, no final dos anos 50. Capote foi fazer research in loco, junto com a amiga e escritora Harper Lee (“To Kill a Mockingbird”), e acabou escrevendo um livro – além de se apaixonar por um dos acusados. O livro é genial. Capote é genial. Que estilo! A história é completíssima, com todos os detalhes possíveis, tanto que parece uma obra de ficção, até porque o autor fala de si próprio na terceira pessoa, como se estivéssemos – nós, os leitores, e ele, o narrador – de fora, olhando tudo aquilo de uma distância segura. É como se Capote estivesse sentado do meu lado, me contando a história mais fascinante e mais terrível do mundo. Maravilhoso. Recomendo.

Lido em inglês.

O Clássico de Truman Capote é excelente. A história em si é o menos importante, o mais bacana é como Capote vai desvendando o perfil das personagens, principalmente Holly. Se tem uma coisa que Capote sabe fazer é, com algumas poucas palavras, nos dar uma idéia exata da personagem de um livro. O perfil é perfeito. Gosto muito também da sofisticação da linguagem, que mistura idiomatismos de época, expressões do sul dos EUA e sofisticadas palavras em um francês en peu decadent. Mais uma vez: com isso, ele nos dá uma idéia exata dos personagens. Quem me dera poder escrever assim! Adorei.

Lido em inglês.

"To Kill a Mockingbird"

December 30, 2006

A obra-prima de Harper Lee é, de fato, uma obra-prima. Devorei o livro, totalmente escrito no dialeto do sul dos Estados Unidos. Vi o mundo por intermédio dos olhos de Scout, uma menina de oito anos. Conheci seu pai, seu irmão, o amigo Dill (talvez inspirado no amigo de infância Truman Capote), a vizinhança, os parentes. Acompanhei as brincadeiras, a vida dos adultos, a escola, os mistérios diários e as “coisas da vida” que muitas vezes não fazem sentido pruma menina de oito anos.

Esse é um daqueles livros que me faz entrar numa bolha e me transfere no tempo. Se tivesse que falar inglês no meu dia-a-dia tenho certeza de que durante esses dias teria um sotaque muito peculiar. Esse é um livro sobre inocência, de como essa inocência se perde e de como pode ser restaurada. Um espetáculo. Adoro a apresentação da escritora, logo no início do livro:

“Harper Lee was born in 1926 in Monroeville, Alabama, a village that is still her home. She attended local schools and the University of Alabama. Before she started writing she lived in New York, where she worked in the reservations department of an international airline. She has been awarded the Pulitzer Price, two honorary degrees and various other literary and library awards. Her chief interests apart from writing are nineteenth-century literature and eighteenth-century music, watching politicians and cats, travelling and being alone.”

Lido em inglês.