Um livro-diário muito interessante da holandesa Etty Hillesum, que morreu em 1943 em Auschwitz. Comeca com a vida dela em Amsterdam, dando aulas de russo, se envolvendo com o amor da vida dela, amigos, festas e a vontade de escrever, que ela sempre teve, a vida toda. Depois a pressão aumenta, quando a Holanda é invadida pelos alemães e Etty comeca a sentir o peso da mão do nazismo. Aí o livro comeca a ficar ainda mais interessante e difícil. Você comeca a ver, pelas experiências de Etty, dos amigos e da família dela, como é ser perseguido. Ela e a família acabam sendo mandados para um campo de trânsito, Westerbork, ainda na Holanda (se não me engano). É trágico ler da angústia causada pela fome e pelos transportes diários de judeus de Westerbork para os campos de concentracão na Polônia e no resto da Europa ocupada. Eles sabiam que se saíssem de Westerbork suas chances de sobreviver eram quase zero. Impressionante.

Lido em inglês.

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