"Caramelo"

December 29, 2005

A escritora americana-mexicana Sandra Cisneros faz uma saga familiar, no melhor estilo latino-americano. O livro conta a vida da pequena Celaya, que cresce entre o México de seus pais e avós e os EUA, onde nasceu. Ela adora escutar ás histórias da avó paterna, que ela meio que odeia e meio que ama. Bacana.

Lido em sueco.

"Rovdjur"

December 14, 2005

O primeiro livro de Michael Crichton que li. Confesso que tinha preconceito com o autor, nem sei ao certo porque. Mas o livro é bom: a história gira em torno de uma família que vive no Silicon Valley e que acaba envolvida nos planos de uma empresa que criou nano-câmeras, mínimas, que funcionam como uma nuvem de inteligência distribuida. O resultado, claro, acaba sendo terrível. Ciência, tecnologia, biologia, ambição. Legal.

Lido em sueco.

O livro de Edvard Unsgaard, “Mijailovic – a história de um assassino” é um livro sobre o homem que matou há dois anos a ministra do exterior da Suécia, Anna Lindh. Além de descrever como foi a infância e a adolescência do assassino, Mijailo Mijailovic, Unsgaard conta como a polícia conseguiu prendê-lo, dias depois do ataque, ocorrido num shopping de luxo em Estocolmo. Interessante, porém trágico.

Lido em sueco.

O título do livro da argentino-sueca Ana Martinez pode ser traduzido como “Não muito distante do Rio de la Plata – a integração como arte e suplício”. Ela já mora aqui há mais de 30 anos e escreve sobre os problemas que enfrentou, os que deixou de enfrentar por sorte, e os que seus amigos imigrantes mais recentes estão enfrentando. Gostei muito do seu jeito borbulhante de escrever, que ela batizou de “temperamento-tango”. Os capítulos que comentam as dificuldades da integração de uma pessoa sofisticada numa Suécia provinciana (mas que pensa que é sofisticada) são recheados de histórias engraçadas e, por vezes, tristemente verdadeiras e próximas. Fiquei triste quando acabei de ler o livro. Não porque havia terminado, mas porque tudo o que Ana Martinez escreveu, apesar de ter sido apresentado com uma linguagem coloridíssima e engraçada, é a mais pura e cruel verdade.

Lido em sueco.

"Personliga pronomen"

December 2, 2005

Eu, definitivamente, não ando com sorte. Esse livro de Daniel Sjölin é mais um daqueles que não gostei nada. “Pronomes pessoais” conta a história de uma família da classe alta sueca. A mãe é tratada como “ela”, o pai como “nós”, a filha como “você” e o filho como “eu”. É uma confusão danada. Os textos narrados pelas quatro pessoas se entrelaçam, no que, compreendo agora, deve ser uma espécie de prosa sueca moderna. SOCORRO!!!!!!!! O que aconteceu com as narrativas lineares? Será que tudo hoje em dia tem que ser diferente (leia-se sem pé nem cabeça) para sobressair? Cruz credo. (Pelo menos esse aqui eu não comprei, mas peguei emprestado na biblioteca da universidade)

Lido em sueco.