“I en klass för sig”

September 3, 2017

Primeiro livro da americana Curtis Sittenfeld que leio. O título original é “Prep” e faz referência à escola particular que a protagonista Lee Fiora entra ainda adolescente. Ela faz parte da classe média baixa americana e está lá por conta de uma bolsa-de-estudos. Mas na escola, Ault, ela não é mais menina mais inteligente da classe. Lee tenta achar um espaco para si própria nesse universo novo, em que classe e dinheiro tem um lugar importante. Gostei do livro, achei interessante e muito bem escrito. O meu resumo da história em algumas palavras: Adolescência, paixão, sexo, classe, dinheiro, a arte de saber o seu lugar.

Lido em sueco.

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Mais um livro da minha querida Joyce Carol Oates. O título em original é “The Gravedigger’s Daughter”. O livro é muito bom. Frenético. Violento. A história em resumo: No final dos anos 30, a família alemã Schwart chega aos Estados Unidos fugindo dos nazistas. O único trabalho oferecido ao pai, antes professor de matemática, é como escavador e guardião do cemitério local. A mãe nunca aprende inglês, os dois filhos homens desaparecem e a menina, Rebecca, é testemunha quando sua família é perseguida pela comunidade local. Tudo termina em uma tragédia. Rebecca, então com dezesseis anos, foge de casa. Quero mais Joyce Carol Oates, mesmo ela sendo às vezes intensiva demais pro meu gosto. Uma vez me vi segurando a respiracão para acabar de ler uma cena muito violenta. E pensei: “Ela não desiste nem alivia!”.

Lido em sueco.

Pequeno livro da americana Jenny Offill, 180 páginas de notas intercaladas. O título original em inglês é “Dept. of Speculation”. Uma moca novaiorquina se casa, tem filho e marido, que ela trai. Parece simples e é. Mas ela intercala a história com citacões interessantes de escritores e filósofos como Rilke, Wittengstein e Yeats. A protagonista diz no livro que não pretendia se casar porque queria ser uma artista. Ela não poderia cuidar de coisas mundanas da vida em família porque queria estar ocupada apenas de arte. Como exempelo, ela cita que o grande escritor Vladimir Nabokov nunca abriu um guarda-chuva sozinho, e que a mulher dele lambia os selos para colocar nas cartas dele. Leitura rápida. Gostei porque é bem escrito e feminista, apesar de ser novaiorquino demais pra mim.

Lido em sueco.

“Gilead”

July 5, 2017

Livro curtinho mais muito chato. A escritora americana Marilynne Robinson, uma preferida do presidente Obama, escreve muito sobre Deus assim como textos bíblicos. Eu sabia disso quando comprei, mas não imaginava que fosse assim tão dominante. O protagonista, um pastor de uma cidade pequena americana, está velho e reflete sobre sua vida. Ele escreve um diário para seu filho, que teve com a esposa muito mais nova. Ele conta boas histórias, mas o livro é devagar quase parando, talvez uma imagem da vida do pastor. Geralmente gosto desses livros calmos, sem sobressaltos, que você lê quase como se en transe. Mas esse achei difícil. Mesmo que a história de amor do pai pelo filho seja bonita. Dou dois coracões por causa disso e porque o livro é, sem dúvida, bem escrito.

Lido em sueco.

Esse livro do americano Anthony Doerr ganhou o Pulitzer de ficcão 2015, o que me deixa um pouco surpresa. O livro é bom, mas senti o tempo todo que estava lendo um roteiro de cinema, tantas são as referências a locais, ruas etc. O que é irônico já que a personagem central da história é Marie-Laure, uma menina francesa cega. O pai, tipo de carpinteiro e faz-tudo num museu em Paris, fez um modelo em madeira do quartier em que moram para que Marie-Laure possa aprender a andar sozinha quando crescer. Cada aniversário ele faz um prédio/casa novo para o modelo, e Marie-Laure tem que abrir o modelo, sempre uma espécie de quebra-cabeca de madeira, e achar um presentinho dentro. Do outro lado da história está Werner, um menino órfão alemão. A vida dos dois se entrelaca durante a segunda guerra mundial. Novamente: não é espetacular (longe disso), mas é bacana.

Lido em sueco.

Que descoberta! Fiquei sabendo do livro de short stories de Lucia Berlin depois de ler uma resenha no jornal ou em uma revista. Comprei, li e adorei. São 43 short stories em que a autora conta sobre sua vida, a bebida, os filhos, os trabalhos, a família, a morte, os amores, as relacões, a vida. Inteligente, reflexiva, sarcástica, engracada e muito, muito sensível. Ela usa sua vida para criar ficcão, o que fica ainda mais interessante. Lucia Berlin morreu em 2004 e está agora alcancando o sucesso merece. Muito legal mesmo. Vale a pena. (Não chega ao nível de “A Little Life”, mas é muito bom)

Lido em inglês.

“A Little Life”

September 27, 2016

Um dos melhores livros que já li na minha vida. Chorei duas vezes (um recorde). Conta a história de Jude, Willem, JB e Malcolm, quatro amigos que se encontram na universidade e seguem amigos a vida inteira. O estilo de Hanya Yanagihara é fenomenal, com vozes diferentes e uma fluência incrível entre tempos e personagens. É uma história sobre broken people, amizade, amor, destruicão, e talvez esperanca. Vale MUITO a pena ler. Sinto inveja de quem ainda não leu e tem maravilhosas quase 800 páginas pela frente. Tive uma sorte danada: o livro me foi presenteado pelo meu marido, que estava viajando e entrou numa livraria do aeroporto pra me comprar um presentinho. A vendedora disse que esse livro estava sendo muito bem recomendado. E ele comprou. Que sorte! Obrigada vendedora! (Vou dar seis coracões, uma cotacão inexistente até agora, porque esse aqui é realmente something extraordinarie)

Lido em inglês.