Clássico de J.D salinger e um dos meus livros favoritos de todos os tempos. Holden Caufield é um dos meus heróis. O fato de ele não existir é apenas um detalhe. “O Apanhador no campo de centeio” é a minha bíblia. Não me preocupo com o fato de ter me identificado com um dos romances título do sonho decadente americano. Leio Salinger em geral, e o “Apanhador” em particular, porque no livro fala-se de sentimentos humanos. E humano todo mundo é, até os americanos.

O Holden fala o livro todo sobre solidão, estar perdido, não ser bom o suficiente, ser rebelde, amar, não ser amado em retorno, revoltar-se, querer morrer, sorrir, se enternecer com o amor de um irmão mais novo. Em resumo, a minha vida. Li o “Apanhador” aos 13 anos pela primeira vez e não vi nada ali. Depois, quando as coisas começaram a ficar mais difícieis, lá pela puberdade, li novamente e parece que as coisas entraram no eixo. Foi como se eu entendesse uma língua estrangeira, o “Salingerismo”. Mais tarde, já com inglês suficiente, tive a alegria de ler “The Catcher in the Rye” no original. Nunca mais fui a mesma depois dessa experiência.

Lido em português e em inglês.

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"Liten Ida"

March 3, 2003

Marit Paulsen faz da história da sua vida um lindo romance “infantil” ou melhor, juvenil, sobre o triste destino das crianças nascidas na Noruega de pais alemães e mães norueguesas. Até hoje há uma discussão enooooorme sobre o assunto, que é uma vergonha pro povo noruguês. Essas crianças, nascidas do “pecado” das mulheres com os soldados invasores alemães, eram postas em asilos para loucos e sofriam uma discriminação horrível. Muitas não aguentaram o rojão e fugiram para a Suécia, em busca de proteção – ou de anonimato. Narrado em primeira pessoa pela ingênua Ida. Muito lindo.

Lido em sueco.