“Hitta hem”

December 26, 2007

A antologia organizada por Sofia Lindström e Astrid Trotzig é composta por 22 textos escritos por pessoas que fazem parte da primeira geração de adultos suecos adotados da Coréia do Sul. Eu não sabia, mas adoção internacional é uma ocorrência naturalíssima nesse país, cuja sociedade funciona segundo estruturas hierárquicas muito rígidas. São mais de 150 mil as crianças adotadas advindas da Coréia do Sul e espalhadas pelo mundo. A maioria foi pros EUA, nove mil vieram para a Suécia, outras tantas foram parar em diversos países europeus, Austrália e Nova Zelândia. O livro é interessante, mas, claro, os textos não têm todos a mesma qualidade. O texto mais redondo, com mais punch, é o de Inger Stenström, “Flickan med tigrarna” (“A menina com os tigres”). O mais emocional (que me levou às lágrimas) é o de Peter Persman, “Resan till helheten” (“A viagem até a completude”). O mais triste e nervoso, o de Johan Julius, “Ett gammalt barns betraktelser” (“Considerações de uma criança velha”).

Lido em sueco.

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“Into the Wild”

December 15, 2007

Segunda vez que li o livro de Jon Krakauer. A primeira foi em Nova York, há quase dez anos. Gostei mais dessa vez. Ainda fico intrigada pela história de Chris McCandless, de 22 anos, que em abril de 1992, entra sozinho na wilderness do Alasca pra nunca mais sair. Pra quê? Por quê? Não se sabe. Krakauer não vai fundo nas questões de McCandless, até porque seria especular demais, uma vez que o rapaz não deixou muitas anotações de foro íntimo em seus diários. Essa seria, talvez, uma das únicas fraquezas do livro. Mas, nem por isso a leitura deixa de ser interessante. Muito pelo contrário.

Lido em inglês.

“Dvärgen”

December 3, 2007

Demorei pra ler o pequeno (150 páginas) livro de Pär Lagerkvist (ganhador do Nobel de literatura em 1951)porque tive dificuldade em me aprofundar (ou apreciar) a amargura do protagonista, o anão do título, que é também o narrador da história. São cento e cinqüenta páginas de pequeneza de espírito (pun intendet); o anão distribuindo ódio a sua volta, manipulando e matando. Um sociopata, uma eminência parda numa côrte italiana durante a Renascença. Mas o livro é interessante, ainda mais porque é escrito em forma de diário pelo anão. Fico imaginando como deve ter sido escrever esse romance. Pra escrever, em primeira pessoa, sobre tanto ódio, é preciso ter sentido esse ódio. Não pode ser algo apenas imaginado. Será?

Lido em sueco.