Segundo livro da americana Maggie Nelson. Esse aqui é a história do julgamento do culpado pelo assassinato da tia da autora, Jane. O livro é interessantíssimo, porque intercala a histórida da tia, com a vida de Maggie, a infância, a separacão dos pais, a vida turbulenta da irmã Emily, e da própria Maggie, já adulta. Quando li o primeiro livro dela, eu gostei, mas achei muito “teorético” em algumas partes. Mas esse aqui é feito de carne, osso, lágrimas, suor e sangue. Livrão!

Lido em inglês.

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“Jag var precis som du”

February 14, 2018

A jornalista sueca e autora Negra Efendic, nascida na Bósnia, veio pra Suécia como refugiada da guerra das Bálcãs, no início dos anos 90. Milhares de pessoas das repúblicas da antiga Ioguslávia vieram pra a Europa nessa época, fugindo de uma gurra horrenda. Nesse livro, uma autobiografia com o título “Eu era examente como você”, ela conta como era sua vida na cidadezinha da Ioguslávia e como tudo mudou quando ela chegou aqui, comecou na escola, e teve que enfrentar muito racismo. Já adulta, ela volta à Bósnia como jornalista para rever sua cidade, falar com vizinhos que viraram inimigos da noirte pro dia. O livro é curto, jornalístico e bom. Gostei muito.

Lido em sueco.

Mais um lido para o meu círculo de livros. Dessa vez, um livro de memórias do escritor greco-sueco Theodor Kallifatidis. Ele veio pra Suécia nos anos 60 pra trabalhar e acabou ficando, como muitos gregos e italianos. Olha, pra falar a verdade, não gostei desse livro não. Achei descomplicado, banal, sem profundidade. Nunca tinha lido Kallifatidis antes e näo pretendo mais lê-lo. Achei que ele tenta ser poético, mas a prosa vôa, cai seca no chão.

Lido em sueco.

“Argonauterna”

October 16, 2017

Admito: comprei esse livro apenas porque o escritor norueguês Karl-Ove Knausgård, que eu gosto muito, disse numa entrevista que era um de seus livros favoritos. No original, “The Argonauts”, é uma espécie de autobiografia, do casamento da autora, a americana Maggie Nelson, com um(a) artista plástico trans, e do nascimento do filho do casal. Achei muitas partes interessantes, principalmente as que diziam respeito à maternidade. Maggie Nelson me parece ser uma excêntrica, daquelas cuja forma não passa no mundo as we know it. Aos mesmo tempo achei o livro muito fragmentado pro meu gosto. Com discussões filosóficas que passaram longe da minha capacidade e do meu interesse. Ainda assim, bom. Fiquei curiosa.

Lido em inglês.

“Drink”

September 14, 2017

Livro muito bom da jornalista canadense Ann Dowsett Johnston. Ela fala sobre o seu alcoolismo e sua recuperacão. Fala também da política e dos interesses econômicos por traz do aumento exponencial do alcoolismo feminino na América do Norte e no mundo. Uma tendência que eu, através do meu trabalho, posso confirmar. As mulheres bebem mais e bebidas mais fortes. Não apenas um copo de vinho na sexta à noite, mas todos os dias da semana, porque ajuda a desestressar. Não apenas vinho, mas vodka com sabor doce, feitas especialmente e dirigidas para um público feminino – e jovem. O livro é realmente um “eye opener” daqueles, mesmo pra mim que não bebo, mas que trabalho com isso. A autora me fez entender os mecanismos da dependência química, física e principalmente psicológica das mulheres com relacão ao álcool. Muito interessante.

Lido em inglês.

“April i anhörigsverige”

September 7, 2017

Susanna Alakoski é uma das minhas escritoras nativas favoritas. Ela também é, como eu, socionom (formada como assistente social antes de se tornar escritora full time) e escreve sobre questões sociais, principalmente a influência nefasta da dependência química na vida de criancas e famílias. Esse livro é sobre os familiares que estão ao lado da pessoa com a dependência química, em sueco “anhöriga”. Essas pessoas, mesmo sem ter uma dependência química própria, vivem no terror de uma pessoa próxima, que tem. Um pai, uma mãe, um irmão que não consegue viver sem álcool ou drogas e que, por isso, faz a vida de toda a família um inferno. O livro, escrito em form a de diário durante um mês, é fantástico. Forte. Às vezes forte demais. Li, interrompi por mais de um ano e retomei.

Lido em sueco.

“Glöm mig”

August 20, 2017

O jornalista sueco Alex Schulman não é um escritor, apesar de já ter publicado vários livros. Nada de errado com isso mas ele mostra nesse livro sobre sua mãe alcoolista, que ele pode contar uma história de forma interessante, mas não faz literatura. Mesmo assim, o livro é bom, mostra um retrato honesto da mãe e o que a dependência do álcool faz com uma pessoa e com toda a família. Principalmente com os filhos. Eu achei que ele conseguiu mostrar, através de lembrancas de infância, a dor de uma crianca/adolescente/filho adulto quando um pai/mãe não dá conta da família, ou não consegue tomar conta de si prório. O título do livro pode ser traduzido como “Me esquecam”, uma frase que a mãe dele disse para os filhos quando eles, já adultos, comecaram a indicar que ela precisava buscar ajuda por causa do seu alcolismo.

Lido em sueco.