“Öppen stad”

September 10, 2015

Tenho uma regra aqui nesse blog, que ninguém lê, mas que mantenho por um narcisismo remanescente: não escrevo sobre livros que comecei mais não terminei. A maioria não foi terminada porque é ruim demais ou chata demais. Esse “Cidade aberta” do nigeriano Teju Cole pode ser classificado na segunda categoria. Não é ruim mas chaaato. Comeca bem, com ritmo bom mas depois pára. Totalmente estagnado, apesar de o protagonista não parar quieto, andar de um lado para outro em Nova Iorque e depois até viajar pra Europa. Bom, se não costumo escrever sobre livros que não terminei porque então escrevo sobre esse? É que quase terminei. Faltaram apenas umas 50 páginas (ou menos, não me lembro). O problema é que me cansei. Mas pode ser que alguém (será que alguém ainda lê isso aqui a não ser eu mesma?) possa gostar.

Lido em sueco.

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“Americanah”

December 23, 2014

O terceiro da minha preferida Chimamanda Ngozi Adichie. Ela vem da Nigéria, mas estudou nos EUA. Esse Americanah é ficcao, mas acredito que seja baseado nas experiências dela. A protagonista, Ifemelo, cresce na burguesia nigeriana, mesmo sem ter sido de classe alta. Ela consegue visto pros EUA (dificílimo para nigerianos) e vai estudar nos EUA. Assim como nos outros livros de Chimamanda, os personagens são tão fortes e bem definidos que dá vontade de ler outros livros paralelos, nos quais as vidas dos personagens auxiliares ganhem mais espaco. O tom desse livro é menos político, no ponto de vista africano – em comparacão com os outros livros dela. Mas a escritora fala sobre identidade, raca, sociedade, corrupcão e migracão. Adorei. Adorei.

Lido em sueco.

“Lila Hibiskus”

February 18, 2014

O segundo da minha querida Chimamanda Ngozi Adichie que leio. Mais uma vez, ela escreve sobre a Nigéria durante (ou depois?) a guerra civil, quando Biafra nasceu e logo depois morreu. Nesse livro Chimamanda escreve sobre uma família cujo pai é uma das pessoas mais bondosas e, ao mesmo tempo, cruéis da face da terra. A história é contada pelos olhos da filha, Kambili, e testemunham e vivem violência, controle e medo. Mas aí, por causa da guerra, Kambili e o amado irmão Jaja vão passar uns tempos com a tia. Uma mulher inteligente, liberada e boa de verdade. Um daqueles livros cujos personagens ficam com você quando se acaba a leitura. Muito bom!

Lido em sueco.

“En halv gul sol”

December 31, 2013

Um dos livros mais fortes que li nos últimos anos. Impactante. A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie escreve um romance sobre uma família durante a guerra civil nigeriana, quando o estado de Biafra nasceu e, logo depois, morreu. Daí o nome do livro, "A metade de um sol amarelo" ou coisa que o valha – que diz respeito à bandeira de Biafra. Fiquei impressionadíssima com a história, o drama! Me lembrei de Gabriel Garcia Marques. Essa escritora é fenomenal. Difícil fazer uma resenha de um livro que você adora. Recomendo muito.

Lido em sueco.

“Agaat”

June 10, 2012

Gostei muito desse livro da sul-africana Marlene Van Niekerk. No início achei o texto meio complicado, mas depois compreendi o ritmo, as mudanças de época e de vozes e fiquei fascinada com os personagens e a história. Milla, branca, dona de fazenda nos anos 50-60 na África do Sul, “adota” uma menina, Agaat, negra e pobre. Ela cuida de Agaat e descreve em seu diário como a menina se desenvolve, mas, ao mesmo tempo, ensina à menina a cuidar da casa, porque, claro que a menina nunca poderia ser filha dela! Várias coisas acontecem durante a história (mais de 700 páginas!) mas o centro de tudo é, sem dúvida, a relação fascinante entre Milla (patroa? mãe?) e Agaat (empregada? filha?). Tudo mal resolvidíssimo, como deve ser numa boa história de ficcão. Leia!

Lido em sueco.

“Börja leva”

October 9, 2009

Não sei porque escolhi esse exemplar para começar a ler a escritora sul-africana Nadine Gordimer. Não sei porque o escolhi mas sei que não gostei. É ela, a autora, que fala o tempo todo, que conta a história em círculos, se desdobra em side stories, enrola, enrola, enrola. Fiquei com vontade de ler Gordimer, que ganhou o Nobel de Literatura em 1991, porque ela é uma das favoritas de Joyce Carol Oates. Sou obrigada, agora, a tentar um outro título, só pra ver se eu realmente não gosto dela ou se dei azar com minha escolha. Qual a história do livro? Ah, não vale nem a pena contar.

Lido em sueco.

Tradução sueca do livro “Waiting For The Barbarians”, que J.M. Coetzee escreveu e lançou em 1980. Bem ao estilo do escritor sul-africano que ganhou o Nobel de Literatura em 2003, o protagonista é um homem sem nome, com certo poder e dúvidas existenciais importantes. Tem ainda o toque erótico, também muito característico de Coetzee, mas que sempre soa de alguma forma doloroso. O sexo não é feliz, é angustiado, uma obcessão. Mas, veja bem, o livro ótimo. O protagonista é um prefeito de uma cidade no meio do nada, numa terra conquistada, onde a população nativa é vista como bárbara. E os dominadores vivem atrás de seus muros enormes, em pânico constante com a possibilidade de uma invasão bárbara.

Lido em sueco.