Pequeno livro da israelense Lizzie Doron, sobre sua mãe, que sobreviveu o Holocausto da Segunda Guerra Mundial. Sobreviveu, mas ficou pra sempre marcada. Ela conta uma infância e adolescência passadas com uma pessoa estranha, às vezes, engraçada, às vezes dizendo as verdades que apenas os loucos ousam dizer. Li o livro rapidíssimo porque é muito bom. A autora não aparece; é apenas a mãe que ganha espaço. Fascinante. Fascinante o que a solidão e a crueldade sistemática faz com as pessoas. Recomendo.

Lido em sueco.

“Lila Hibiskus”

February 18, 2014

O segundo da minha querida Chimamanda Ngozi Adichie que leio. Mais uma vez, ela escreve sobre a Nigéria durante (ou depois?) a guerra civil, quando Biafra nasceu e logo depois morreu. Nesse livro Chimamanda escreve sobre uma família cujo pai é uma das pessoas mais bondosas e, ao mesmo tempo, cruéis da face da terra. A história é contada pelos olhos da filha, Kambili, e testemunham e vivem violência, controle e medo. Mas aí, por causa da guerra, Kambili e o amado irmão Jaja vão passar uns tempos com a tia. Uma mulher inteligente, liberada e boa de verdade. Um daqueles livros cujos personagens ficam com você quando se acaba a leitura. Muito bom!

Lido em sueco.

“Min kamp 4”

February 5, 2014

Olha ele aqui novamente! O quarto de Karl Ove Knausgård da série de seis. Nesse aqui acompanhamos o autor quando ele vira adolescente e young adult. O livro é menos opressivo do que o nr 3, mas ao mesmo tempo, há sempre uma sensação de que a situação vai pras cucuias já já. O adolescente Karl Ove só pensa numa coisa, o melhor, em duas coisas: beber e perder a virgindade. O livro inteiro ele vai de uma aventura amorosa à outra, sempre regada a muito álcool, sempre com final infeliz. Às vezes chega a ser engraçado. O bacana (e por isso que considero Min Kamp boa literatura) é que eu me lembro da minha adolescência quando leio as aventuras dele, um adolescente norueguês. Bacana.

Lido em sueco.