Gostei muito desse livro do cientista Oliver Sacks. O título no original é “The Man Who Mistook His Wife for a Hat”. O livro é um conjunto de histórias sobre vários pacientes que Sacks encontrou durante os anos 70 e 80, quando o livro foi publicado. O título faz referência a um homem que perdeu a capacidade de reconhecer faces humanas. Não apenas rostos conhecidos, mas ele era incapaz de distinguir uma face de outro objeto qualquer, como um chapéu. Daí o título. O que gostei muito foi como Oliver Sacks escreve sobre doenças seríssimas e complicadíssimas; linguagem simples e direta. Ele também discute filosoficamente as experiências físicas das pessoas, o que é obviamente muitíssimo mais interessante do que a doença em si. Adorei. Vou ler mais dele.

Lido em sueco.

“Ladies”

November 18, 2011

O segundo livro do jornalista sueco Johan Hakelius que leio. O primeiro foi sobre “Döda Vita Män”, quer dizer, homens brancos, todos ingleses — e mortos. Agora ele escreve a continuação: sobre mulheres inglesas, quase todas mortas. Ele escreve com tanto carinho sobre a excentricidade da classe alta (realeza) britânica que você acaba achando tudo muito bacana. (Mas o que mais me intriga MESMO não são os livros dele, mas o autor em si. Ele é jornalista, nascido na classe média sueca e que só se veste como um lord inglês. Ele é aficionado por tudo o que é britânico. E eu acho meio estranho — o que evidentemente não me impede de ler e gostar). Alguns retratos são melhores do que outros. Prefiro o capítulo sobre Clarissa Dickson-Wright e Jennifer Paterson. São elas as doidas que faziam o programa culinário “Two Fat Ladies” (aqui um vídeo de Jennifer – de óculos pretos — e Clarissa fazendo café-da-manhã mexicano). Um dos meus favoritos (pela loucura delas, não pelas receitas que nunca fiz e não pretendo fazer).

Lido em sueco.

“Farväl till Berlin”

November 6, 2011

Christopher Isherwood escreveu esse livro em Berlin por volta de 1930. Ele conta a história da sociedade alemã, das desigualdades sociais, da pobreza depois de uma guerra sujíssima, de decadência, vício, infelicidade e o início do nazismo. Gostei do livro, apesar do estilo impressionista de descrever os personagens. São todos (ou os que Isherwood não gosta) gordos, brutos, doentes. Mas, gosto de como ele escreve, de forma direta, sem dourar a pílula. Isherwood escreve que o livro é uma obra de ficção, apesar do nome do protagonista ser o mesmo do autor. Não sei se acredito… Ou se quero acreditar. Dou cinco corações, apesar de ter ficado irritada com o autor algumas vezes durante a leitura. Mas o livro é bom, não posso negar.

Lido em sueco.

O segundo que leio de Jonathan Franzen. Devo dizer que minha paixão só aumentou. A maioria dos ensaios foi escrita no meio-final dos anos 90. Ele fala sobre o serviço postal americano, sobre a noção de integridade que erodiu nos últimos anos, sobre escrever, sobre a vida. Ele é meio negativo, ranzinza e, por isso mesmo, fascinante. Franzen é meu favorito atualmente. Quero muito que ele escreva mais ensaios depois de nine/eleven, da revolução digital e das crises econômicas americana e mundial. I can’t have enough of him!

Lido em inglês.