“Blue Nights”

January 29, 2012

Segundo da grande dame do new journalism americano, Joan Didion. O primeiro é o tristíssimo “O ano do pensamento mágico”, escrito logo depois da morte do marido John Dunne. Esse “Blue Nights” foi escrito depois da morte da filha, Quintana Roo. O livro é bonito, poético e, claro, triste, mas menos do que o outro. O outro me parece foi escrito ainda em choque. Esse é escrito como um “adeus” à filha, que já estava doente quando o pai morreu de um ataque cardíaco fulminante. O livro é lindo. Vale muito a pena. Lindo mesmo. Vou ter que comprar mais livros dela.

Lido em inglês.

“Min kamp 2”

January 25, 2012

O segundo da série do escritor norueguês Karl Ove Knausgård que leio. Se gostei muito do primeiro, por ser aberto e vertiginoso, esse daqui é menos prazeiroso de ler. Knausgård ainda descreve sua vida de família, em todos os terríveis detalhes; ele não deixa nada de fora, nem a doença da mulher e o inferno que é viver com ela (às vezes), ainda mais quando se têm três filhos pequenos. O livro é bacana, don’t get me wrong, até porque gosto de realismo, mas esse é pior do que o primeiro. Agora vou ter que ler o terceiro, o quarto, o quinto…

Lido em sueco.

Não gostei desse livro do professor de medicina Fredrik Nyström. Ele discute nutrição e o que precisamos fazer pra ficarmos magros e bem nutridos. Não gostei porque tudo o que ele escreveu já li antes e muito melhor em outros livros, cujos autores não têm tantos méritos acadêmicos mas sabem do que estão falando all the same. Li assim, rapidíssmo, porque também me irritei com erros gramaticais e textos repetitivos. Dou um coraçãozinho porque sou molenga – e também tenho consciência que li esse logo depois do mestre Jonathan Franzen. Aí não tem pra ninguém!

Lido em sueco.

“Freedom”

January 6, 2012

Sabe aquele livro que você termina de ler mas continua a ecoar dentro da sua cabeça? Isso aconteceu comigo poucas vezes. A primeira quando li “A casa dos espíritos” de Isabel Allende aos 14 anos. A segunda, quando terminei “Crime e Castigo”, aos 20. A terceira aconteceu essa semana, quando acabei “Freedom”, do meu querido Jonathan Franzen. “Freedom” é um romance sobre a família Berglund (americana com raízes suecas, exatamente como a de Franzen), dos anos 70 até a atualidade. É um romance realista, fala sobre o ataque terrorista em Nova York, da guerra do Iraque, da corrupção do governo Bush e de seus goons (tipo Dick Cheney), mas principalmente como a vida americana é moldada numa idéia básica de liberdade — daí o título — que é aparentemente positiva mas que, no final das contas, quando a noção de liberdade é absoluta e levada a extremos, torna a vida impossível de ser vivida. Ma-ra-vi-lho-so.

Lido em inglês.