“Maken”

October 29, 2017

Segunda vez que li o clássico da autora sueca Gun-Britt Sundström, dessa vez para o meu círculo de livros. Gostei mais ainda. Na primeira leitura fiquei irritada com a protagonista, Martina, uma moca típica dos anos 70, lutando para ser liberada, livre o solta do patriarcado e das convencões sociais, principalmente do casamento (o que é engracado já que o título do livro pode ser traduzido como “O marido”). Ela me pareceu uma chata de galocha e indecisa. Agora, nessa releitura, mudei de opinião. O livro continua muito bom, a prosa flui muito bem, mas Martina mudou pra mim. Agora o que sinto por ela é pena – pena dela estar no meio de dois mundos: o convencional com família etc e o moderno, com liberdade, mas com solidão.

Lido em sueco.

Advertisements

“Argonauterna”

October 16, 2017

Admito: comprei esse livro apenas porque o escritor norueguês Karl-Ove Knausgård, que eu gosto muito, disse numa entrevista que era um de seus livros favoritos. No original, “The Argonauts”, é uma espécie de autobiografia, do casamento da autora, a americana Maggie Nelson, com um(a) artista plástico trans, e do nascimento do filho do casal. Achei muitas partes interessantes, principalmente as que diziam respeito à maternidade. Maggie Nelson me parece ser uma excêntrica, daquelas cuja forma não passa no mundo as we know it. Aos mesmo tempo achei o livro muito fragmentado pro meu gosto. Com discussões filosóficas que passaram longe da minha capacidade e do meu interesse. Ainda assim, bom. Fiquei curiosa.

Lido em inglês.

“Störst av allt”

October 11, 2017

Ouvi Malin Persson Giolito, autora desse livro (cujo título pode ser traduzido como ”O mais importante de tudo”) no rádio, durante o verão aqui, num programa em que ela contava sobre sua vida, seu trabalho (é advogada com muitos anos em Bruxelas e na União Européia) e sobre como ela vê a sociedade atual. Foi interessantíssimo. Além disso, ela é engracada. Fui e comprei esse livro dela e não me decepcionei. A autora é sueca mas mora desde os 20 anos em Bruxelas. É filha de um dos mais conhecidos criminologistas suecos e também escritor de histórias policiais. Mas ela é escritora in her own right. Em resumo: uma menina de 18 anos é acusada de participar de um massacre numa escola sueca. O livro é escrito na primeira pessoa, a menina contando a história. É realmente muito interessante. Comecei o livro achando uma coisa e terminei com outra opinião completamente diferente. Muito bom, apesar de não gostar det livros policiais.

Lido em sueco.

“Kvinnan i rummet”

October 1, 2017

Primeiro livro do escritor dinamarquês Jussi Adler-Olsen que li. E só o fiz porque foi para o meu círculo de livros. O livro, cujo título pode ser traduzido como “A mulher no quarto”, é uma obra policial, o que não faz o meu gênero. Mas tenho que admitir que gostei no início, achei a intriga interessante até saber quem era o culpado. O problema é que quando eu entendo o quebra-cabeca, esse tipo de livro perde a graca. Além disso, livros policiais não costumam ter qualidade literária, o que eu acho mais importante de tudo. A história é o início de uma série sobre o comissário de polícia Carl Mörk que investiga casos antigos, já fechados mas não resolvidos. Ele reabre um caso sobre uma jovem política que desapareceu há cinco anos, mas cujo corpo nunca foi encontrado.

Lido em sueco.