"Stenhuggaren”

November 29, 2006

Esse foi o único livro da escritora sueca Camilla Läckberg que eu li. Comprei porque sempre lia muito sobre ela nos jornais, como uma das melhores escritoras novas do romance policial nativo. E, de fato, ela é interessante. Muitas vidas/histórias paralelas, assuntos instigantes, passado e presente, Suécia e EUA, tudo isso comprimido em 400 páginas. Só que no final, a história é tão multifacetada que perde força. O que não gostei também é que, por mais que tenha lido o livro todo, não deu pra sentir simpatia pelos protagonistas. Well, talvez uma protagonista, a vilã-mor da história, tenha caído nas minhas graças. Mas só. Deu a impressão que esse livro é apenas mais um na série – o que é verdade – e disso eu não gosto.

Lido em sueco.

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"A Louca da casa"

November 8, 2006

Ganhei o livro de Rosa Montero quando ainda estava de férias no Rio (junho, julho, agosto 2006). Comecei a ler, mas o achei trabalhoso, complicado, sem fluência. Na verdade, era eu quem estava trabalhosa, complicada e sem fluência naquela época. Então, há uma semana finalmente consegui arrumar (don’t ask) as últimas coisas que trouxe comigo do Brasil e vi o livro novamente. Comecei a ler e descobri a delícia da narrativa de Montero, que é escritora e jornalista espanhola. Ela escreve sobre o ato de escrever, sobre o que leva os escritores a justamente serem escritores e como funciona o processo criativo dela. Fiquei, digamos, muito inspirada. Presente da minha tia preferida, Teresa Cristina.

Lido em português.

O segundo volume da trilogia de Stieg Larsson me decepcionou. Quer dizer, começou bem porque o livro é dominado pela heroína Lisbeth Salander (desde quando uma heroína pode-se chamar Lisbeth?), mas no geral me decepcionou muito. O autor aumenta o número de personagens, coloca intrigas policiais, gangsters internacionais e até um famoso boxeador sueco que existe na vida real. Mas nem por isso o estilo muda. Todos se expressam da mesma forma, com o mesmo tipo de palavras e expressões. Tudo é “på tok för mycket” etc. Achei tudo muito forçado, sem inspiração. O livro tem mais de 600 páginas mas eu já tinha cansado lá pela página 400. Pulei algumas partes mais repetitivas até chegar ao final, que não é uma surpresa, mas que pega de surpresa, já que os vários personagens criados ao longo da trama simplesmente desaparecem.

Lido em sueco.