Mauricio Rojas veio pra Suécia nos anos 80, como refugiado político chileno. Já aqui, estudou, virou empresário e político. Não gosto dele pessoalmente (já vi muitas entrevistas dele na TV e nos jornais), até porque ele é direitista, mas não posso negar que quando li esse livro, me identifiquei da primeira à última página. Todas as angústias, as faltas de entendimentos, os clashes between cultures and people, tudo, está lá, de forma bem pessoal, o que é um ponto positivo. Bem explicado, baseado em competente análise teórica. Muito legal. Já li muitas vezes esse livro e funciono até como “debatedora” junto com uma ex-professora da universidade, quando os alunos dela lêem Rojas.

Lido em sueco.

Gostei desse livro, escrito por Carl-Johan Vallgren, que foi premiado com o Augustpriset de 2002. O livro, cujo título é algo como “A estrombólica história de amor”, conta a história de Hercules Barfuss, que nasceu totalmente deformado em um bordel na Alemanha do século XIX, mas que tem um dom especial: ele lê o pensamento das pessoas a sua volta e pode se comunicar em pensamento também, em qualquer língua. Adoro essas doideras. Meio longo, no entanto. Fica repetitivo.

Lido em sueco.

"Juloratoriet"

May 6, 2004

Tive que ler esse aqui pro curso de sociologia da universidade. O nome do autor é Göran Tunström e ele é visto como um dos grandes autores suecos. Eu não sei se foi porque odiei o professor desse curso, ou porque simplesmente não gostei do livro, mas foi dificílimo terminar de ler. Acho que só o fiz mesmo porque precisava escrever um trabalho sobre ele. Senão teria jogado no lixo. Arght!

Lido em sueco.

Magnus Tideman organiza vários artigos nesse “Deficiência: visão, princípios e perspectivas” sobre o que é lidar com deficientes na sociedade atual. O primeiro capítulo, por exemplo, conta como os deficientes são vistos no mundo literário. A autora, Barbro Saetersdal, cita desde Shakespeare até Camus, passando por livros escritos por pais de crianças deficientes, onde os deficientes são geralmente retratados como pessoas/crianças boas e amáveis. Mas há um outro lado da moeda: a visão dos deficientes como a encarnação do mal. “Richard III não era deficiente físico, mas Shakespeare o fez assim como uma explicação para toda a maldade do personagem”, escreve Saetersdal. Também estão lá Frankenstein, o corcunda de Notre Dame e o fantasma da ópera.

Lido em sueco.

"Ett öga rött"

May 2, 2004

Jonas Hassen Khemiri, sueco nascido em Estocolmo de mãe sueca e pai tunisiano é o autor de um dos romances mais legais que li aqui. Seguimos Halim pelas páginas de seu diário, onde ele conta que “compreendeu tudo” (“Jag har genomskådat allt”). Revolta, marginalização, preconceito, ódio, amor e a procura por uma identidade numa Suécia onde imigrantes e nativos “não se misturam”. Muito legal.

Lido em sueco.