“Störst av allt”

October 11, 2017

Ouvi Malin Persson Giolito, autora desse livro (cujo título pode ser traduzido como ”O mais importante de tudo”) no rádio, durante o verão aqui, num programa em que ela contava sobre sua vida, seu trabalho (é advogada com muitos anos em Bruxelas e na União Européia) e sobre como ela vê a sociedade atual. Foi interessantíssimo. Além disso, ela é engracada. Fui e comprei esse livro dela e não me decepcionei. A autora é sueca mas mora desde os 20 anos em Bruxelas. É filha de um dos mais conhecidos criminologistas suecos e também escritor de histórias policiais. Mas ela é escritora in her own right. Em resumo: uma menina de 18 anos é acusada de participar de um massacre numa escola sueca. O livro é escrito na primeira pessoa, a menina contando a história. É realmente muito interessante. Comecei o livro achando uma coisa e terminei com outra opinião completamente diferente. Muito bom, apesar de não gostar det livros policiais.

Lido em sueco.

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“Kvinnan i rummet”

October 1, 2017

Primeiro livro do escritor dinamarquês Jussi Adler-Olsen que li. E só o fiz porque foi para o meu círculo de livros. O livro, cujo título pode ser traduzido como “A mulher no quarto”, é uma obra policial, o que não faz o meu gênero. Mas tenho que admitir que gostei no início, achei a intriga interessante até saber quem era o culpado. O problema é que quando eu entendo o quebra-cabeca, esse tipo de livro perde a graca. Além disso, livros policiais não costumam ter qualidade literária, o que eu acho mais importante de tudo. A história é o início de uma série sobre o comissário de polícia Carl Mörk que investiga casos antigos, já fechados mas não resolvidos. Ele reabre um caso sobre uma jovem política que desapareceu há cinco anos, mas cujo corpo nunca foi encontrado.

Lido em sueco.

“Beroendepersonligheten”

September 19, 2017

O livro de Craig Nakken, cujo título original é “The Addictive Personality”, descreve o surgimento do vício, seja de álcool, drogas ou outras doenças aditivas, jogo, sexo, compras ou a cleptomania. Nakken é considerado um “guru” då tratamento chamado Modelo Minnessota, baseado nos Alcoólicos Anônimos (12-steps), muito utilizado por aqui para o tratamento de pessoas com dependência química. O autor descreve muitos dos denominadores comuns da dependência: isolamento, vergonha e desespero. Fala da família e de como o vício pode destruir não apenas uma pessoa, mas a família inteira. Gostei muito do livro (apesar de já saber bastante sobre a teoria behind it) mas sofri com a traducão do inglês pro sueco, muito ruim. Se quiser ler, leia porque vale a pena, mas leia em inglês!

Lido em sueco.

“Drink”

September 14, 2017

Livro muito bom da jornalista canadense Ann Dowsett Johnston. Ela fala sobre o seu alcoolismo e sua recuperacão. Fala também da política e dos interesses econômicos por traz do aumento exponencial do alcoolismo feminino na América do Norte e no mundo. Uma tendência que eu, através do meu trabalho, posso confirmar. As mulheres bebem mais e bebidas mais fortes. Não apenas um copo de vinho na sexta à noite, mas todos os dias da semana, porque ajuda a desestressar. Não apenas vinho, mas vodka com sabor doce, feitas especialmente e dirigidas para um público feminino – e jovem. O livro é realmente um “eye opener” daqueles, mesmo pra mim que não bebo, mas que trabalho com isso. A autora me fez entender os mecanismos da dependência química, física e principalmente psicológica das mulheres com relacão ao álcool. Muito interessante.

Lido em inglês.

“April i anhörigsverige”

September 7, 2017

Susanna Alakoski é uma das minhas escritoras nativas favoritas. Ela também é, como eu, socionom (formada como assistente social antes de se tornar escritora full time) e escreve sobre questões sociais, principalmente a influência nefasta da dependência química na vida de criancas e famílias. Esse livro é sobre os familiares que estão ao lado da pessoa com a dependência química, em sueco “anhöriga”. Essas pessoas, mesmo sem ter uma dependência química própria, vivem no terror de uma pessoa próxima, que tem. Um pai, uma mãe, um irmão que não consegue viver sem álcool ou drogas e que, por isso, faz a vida de toda a família um inferno. O livro, escrito em form a de diário durante um mês, é fantástico. Forte. Às vezes forte demais. Li, interrompi por mais de um ano e retomei.

Lido em sueco.

“I en klass för sig”

September 3, 2017

Primeiro livro da americana Curtis Sittenfeld que leio. O título original é “Prep” e faz referência à escola particular que a protagonista Lee Fiora entra ainda adolescente. Ela faz parte da classe média baixa americana e está lá por conta de uma bolsa-de-estudos. Mas na escola, Ault, ela não é mais menina mais inteligente da classe. Lee tenta achar um espaco para si própria nesse universo novo, em que classe e dinheiro tem um lugar importante. Gostei do livro, achei interessante e muito bem escrito. O meu resumo da história em algumas palavras: Adolescência, paixão, sexo, classe, dinheiro, a arte de saber o seu lugar.

Lido em sueco.

“Glöm mig”

August 20, 2017

O jornalista sueco Alex Schulman não é um escritor, apesar de já ter publicado vários livros. Nada de errado com isso mas ele mostra nesse livro sobre sua mãe alcoolista, que ele pode contar uma história de forma interessante, mas não faz literatura. Mesmo assim, o livro é bom, mostra um retrato honesto da mãe e o que a dependência do álcool faz com uma pessoa e com toda a família. Principalmente com os filhos. Eu achei que ele conseguiu mostrar, através de lembrancas de infância, a dor de uma crianca/adolescente/filho adulto quando um pai/mãe não dá conta da família, ou não consegue tomar conta de si prório. O título do livro pode ser traduzido como “Me esquecam”, uma frase que a mãe dele disse para os filhos quando eles, já adultos, comecaram a indicar que ela precisava buscar ajuda por causa do seu alcolismo.

Lido em sueco.