“En dåre fri”

July 15, 2011

Adorei o primeiro que li da escritora norueguesa Beate Grimsrud. O título do livro é, mais ou menos, “Um(a) louco(a) à solta”. Conta a história de Eli, uma menina que ouve vozes desde os seis anos de idade. No início são duas as vozes, Espen e Emil, meninos pequenos. Na adolescência, a voz do caótico e violento Erik aparece. Um pouco mais velha, Eli começa a ouvir uma quarta voz, a do Príncipe Eugen, muito aristocrático. Beate escreve sobre as incontáveis internações de Eli em alas de psiquiatria e a luta de Eli em conseguir viver nesse caos. Impressionante. Houve especulações de como a autora conseguira escrever de forma tão perfeita sobre o um assunto assim. Quem sabe o romance tem base na realidade?

Lido em sueco.

“Eremitkräftorna”

January 29, 2009

Segunda parte da trilogia da norueguesa Anne B. Ragde, cujo primeiro livro é “Berlinerpopplarna”, que li mês passado. O título em português seria “carangueijo-ermitão”. Pra ser sincera: mesmo com o nome bacaninha, não gostei. Achei insosso, sem graça, sem o menor wow-fator. E digo isso partindo do princípio que esse livro seria um no brainer, apenas um passatempo. Não vou ler o terceiro porque me cansei das personagens, das histórias de cada um. Da repetição.
Blé.

Lido em sueco.

“Berlinerpopplarna”

January 3, 2009

Peguei o livro da norueguesa Anne B. Ragde emprestado com uma colega de trabalho. Numa pausa pro café, sentei numa mesa em que elas contavam a história da família Neshov e gostei do que ouvi. São três os irmãos: um agente funenário solitário e triste, um fazendeiro solitário e triste e um vitrinista gay, feliz e casado. E mais: uma filha veterinária, um pai que não é pai, um amante dinamarquês e uma mãe frustrada e morta, razão do encontro geral. O livro é um daqueles no brainer que são uma delícia de se ler de quando em vez. Sem ambições acadêmicas. Férias pros meus neurônios.

PS.: O título é o nome de uma árvore que os alemães plantaram na Noruega durante a ocupação do país na Segunda Guerra Mundial. O objetivo era construir uma mini-germânia por essas bandas e evitar, com isso, o banzo geral das tropas tedescas.

Lido em sueco.

"Utan Eko"

September 12, 2003

Mais Anne Holt. A heroína de alguns dos livros de Holt, a comissária de polícia Hanne Wilhelmsen, está deprimida depois da morte de sua companheira, Cecilie. No meio do processo de luto, Wilhelmsen tenta descobrir quem matou o famoso cozinheiro Brede Ziegler. Mas, como só nesse mundo de mestres cucas com egos superinflados, são muitos os que tinham razão para tirar a vida de Ziegler. So so.

Lido em sueco.

"Älskade Poona"

August 12, 2003

O terceiro que li da norueguesa Karin Fossum e um dos que mais gosto. “Amada Poona” conta a história do amor do norueguês solitário Gunder Jomann e de Poona, vinda de Bombaim, na Índia. Ela vem pra Noruega, mas que nunca chega ao seu destino final. Mais um caso para o comissário Sejer, que precisa lidar cuidadosamente com as emoções dos moradores da antes aparentemente idílica Elvestad. Confesso que fiquei com o coração apertado com a morte de Poona. A Karin Fossum é tão boa pra descrever desespero! Oh. Vale a pena.

Lido em sueco.

"Svarta Sekunder"

July 12, 2003

O segundo livro que li de Karin Fossum. Esse livro, cujo título traduzido é “Segundos Negros”, ganhou prêmio de melhor romance criminal estrangeiro aqui na Suécia em 2002. A história é terrível: Ida, de nove anos, sai de casa de bicicleta pra ir comprar uma revista sobre cavalos e nunca mais volta pra casa. Acompanhamos, então, o desespero da mãe de Ida, Helga Jones. Mesmo sendo ficção, o livro mexeu comigo. Não pude deixar de imaginar que coisa pavorosa essa situação. Bem escrito, como sempre. Mas meio previsível.

Lido em sueco.

"Det som tillhör mig"

April 27, 2003

Não resisti e comprei outro de Anne Holt. Nesse aqui duas crianças são seqüestradas em Oslo e nada se sabe da razão. As famílias não se conhecem, os casos parecem não ter nada em comum. Até que uma das crianças aparece morta. Ninguém sabe o que aconteceu com a outra. Yngvar Stubø, inspetor da polícia norueguesa, chama Inger Johanne Vik, psiologa e jurista com um passado ligado ao FBI, para ajudá-lo a resolver o caso. Livro legal.

Lido em sueco.