“Kvarnstenen”

April 26, 2017

Mais um livro de um autor britânico, dessa vez eu A-DO-RE-I. Não conhecia Margaret Drabble apesar de ela ser, segundo a santa Internet, uma das autoras mais reconhecidas na Grã-Bretanha. Esse livro, cujo título no original é “The Millstone”, também é considerado um clássico britânico (menos reconhecido do que o colega masculino aí de baixo, hmmm) conta a história de Rosamund Stacey, uma estudante de literatura na Londres dos anos 60. Ela é solteira e meio esquisita; gosta da companhia masculina mas não é muito interessada em sexo. Até que conhece George. Rosamund fica grávida e a vida dela muda. Não é um livro de grandes acontecimentos, mas é um retrato fascinante da sociedade da época e de como a chegada de um filho pode mudar a vida de uma mulher. Muito bom!

Lido em sueco.

O clássico de Graham Green, cujo título no original é “The Quiet American”. Lido para o meu círculo de livros. Olha, é um clássico, eu sei, mas não gostei. Achei uma chatisse o tal do Fawler, correspondente britânico de guerra na Indochina, e que disputa o amor de uma moca vietnamesa com um americano, Pyle, no país para ajudar a causa militar (e americana) e acabar com a ameaca comunista. É difícil criticar um clássico sem ter uma nocão razoável sobre a obra de Graham Greene e do que ele representa para a literatura britânica. Se alguém lesse esse blog iam me criticar como burra. Mas, como quase ninguém lê, e os que lêem só criticam meus (cada vez mais frequentes) erros de português, arrisco: achei o livro um retrato da sua época, masculino, sem nuances entre os homens europeus-americanos e as mulheres – ambos esteriotipos óbvios e chatos. Não, esse livro não ganhará mais do que três coracões – isso porque é um clássico!

Lido em sueco.

Esse livro do americano Anthony Doerr ganhou o Pulitzer de ficcão 2015, o que me deixa um pouco surpresa. O livro é bom, mas senti o tempo todo que estava lendo um roteiro de cinema, tantas são as referências a locais, ruas etc. O que é irônico já que a personagem central da história é Marie-Laure, uma menina francesa cega. O pai, tipo de carpinteiro e faz-tudo num museu em Paris, fez um modelo em madeira do quartier em que moram para que Marie-Laure possa aprender a andar sozinha quando crescer. Cada aniversário ele faz um prédio/casa novo para o modelo, e Marie-Laure tem que abrir o modelo, sempre uma espécie de quebra-cabeca de madeira, e achar um presentinho dentro. Do outro lado da história está Werner, um menino órfão alemão. A vida dos dois se entrelaca durante a segunda guerra mundial. Novamente: não é espetacular (longe disso), mas é bacana.

Lido em sueco.