Interessante o livro da jornalista americana Rebecca Skloot sobre Henrietta Lacks – ou melhor, sobre as células cancerígenas de Henrietta Lacks, que ajudaram o mundo inteiro a criar vacinas, a curar doenças e a evitar epidemias. Henrietta Lacks foi uma mulher negra americana morta nos anos 50 por conta de um câncer cérvico devastador. Nessa época a pesquisa precisava de células humanas pra testar novos medicamentos e vacinas antes de poder vendê-las comercialmente. O único problema é que as células acabavam sempre morrendo durante os testes. Os médicos que trataram Henrietta, no hospital Johns Hopkins em Baltimore, retiraram células do câncer dela que, de uma maneira ou de outra, sobreviveram. Não só sobreviveram mas se multiplicaram. Células HeLa, como são chamadas, foram enviadas para todos os cantos do mundo e acabaram sendo fundamentais para pesquisas que renderam bilhões de dólares americanos às empresas farmacêuticas. O livro conta essa história paralela à história da família de Henrietta, principalmente da filha Débora. Todos marcadíssimos pela pobreza a ignorância, o racismo e a exclusão. O livro é tocante.
Lido em inglês.