Esse é o último livro da trilogia Millennium de Stieg Larsson e o melhor dos três. Por mais que eu ainda não goste do estilo dele, por demais masculino, o enredo é bacanérrimo e rende boas horas de entretenimento. Ainda mais porque finalmente as coisas começam a funcionar pros protagonistas, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander (minha preferida). Vou dar cinco corações porque o livro é mesmo legal no que diz respeito a aventura, mas se julgasse apenas o estilo, daria dois ou três. Mas, estilo é coisa bem pessoal, né? O primeiro livro da trilogia de Stieg Larsson já foi traduzido pro inglês (“Men Who Hate Women”), pro dinamarquês (“Mænd der hader kvinder”) e pro alemão (“Verblendung”). O segundo, pelo que descobri, existe também em dinamarquês (“Pigen der legede med ilden”) e em alemão (“Verdammnis”). O terceiro já teve sua versão dinamarquesa lançada (“Luftkastellet der blev sprængt”). Recomendo.

Lido em sueco.

O Clássico de Truman Capote é excelente. A história em si é o menos importante, o mais bacana é como Capote vai desvendando o perfil das personagens, principalmente Holly. Se tem uma coisa que Capote sabe fazer é, com algumas poucas palavras, nos dar uma idéia exata da personagem de um livro. O perfil é perfeito. Gosto muito também da sofisticação da linguagem, que mistura idiomatismos de época, expressões do sul dos EUA e sofisticadas palavras em um francês en peu decadent. Mais uma vez: com isso, ele nos dá uma idéia exata dos personagens. Quem me dera poder escrever assim! Adorei.

Lido em inglês.

O livro de Harry Bernstein é um dos piores que eu já li na minha vida. Não que seja mal escrito, o problema é que é chato de-ma-is. Conta a história de sua família numa rua em Lancashire, Inglaterra, onde de um lado moravam judeus e do outro cristãos. Muita discriminação, raiva, ódio racial e muita pobreza, tanto material quanto de espírito. Li até o meio e não aguentei mais. Esse livro precisaria ter sido melhor editado. Horrível!

Lido em sueco.

Mais um livro da escritora inglesa Jenny Diski. Esse é mais pesado do que o outro que li umas semanas atrás. Ela conta alternadamente a história de sua viagem à Antarctica e sobre sua infância infeliz e pais negligentes. Achei difícil gostar dos capítulos sobre a mãe dela, mas me apaixono cada vez mais pelo modo como Jenny Diski escreve. Profundas reflexões elaboradamente descritas numa linguagem refinadérrima. Quem me dera escrever assim! Agora eu simplesmente tenho que ler o outro livro de ensaios dela, “Stranger On A Train”.

Lido em inglês.

"Heat"

July 15, 2007

Livro do jornalista americano Bill Buford sobre as aventuras dele como aprendiz de cozinheiro do renomado chefe Mario Batali, em Nova York, e como aprendiz de açougueiro na Toscana (além de outras aventuras). Esse é um livro sobre paixões. Buford trabalhava, nada mais nada menos, como editor da “The New Yorker”, mas resolveu deixar seu emprego quando a paixão pela comida tomou conta. São páginas e mais páginas sobre polenta, carne toscana e pra investigar quando ovos começaram a ser usados no preparo de massa fresca italiana. É fascinante (pra quem é aficionado). Não sou aficionada, mas gosto demais de como ele descreve sua paixão, de como ele vai fundo e acaba transformando sua vida. Muito legal.

Lido em inglês.

"Pianisten"

July 6, 2007

Livro escrito por Wladyslaw Szpilman, músico judeu polonês que sobreviveu a segunda guerra mundial. Foi esse o livro em que o filme do mesmo nome se baseou. Vi o filme quando foi lançado e gostei muito, apesar da história terrível. O livro é ainda melhor – ou pior. Wladyslaw Szpilman escreveu o livro logo depois do final da guerra, em 1946, e parece totalmente intocado pelos horrores que passou e viu. A narração é seca, informativa, descritiva. Ele conta a morte de gente amada e não analisa nada. Com certeza por conta do choque. Devorei as 237 páginas. O livro tem também um diário do oficial alemão que ajudou Szpilman no final da guerra, mas que morreu nas mãos dos soldados russos. Impressionante.

Lido em sueco.

Livraço de Marisha Pessl. Não é um livro fundamental, mas é entretenimento do mais alto nível. A autora recheia o livro de mistério com citações eruditas e outras engraçadas; as idéias dos personagens principais, Blue e seu pai Gareth, são apresentadas e ratificadas como verdades acadêmicas, baseadas em extensa bibliografia. Lendo assim, até parece que o livro é chato. Mas não é. Bacana mesmo.

Lido em inglês.