“Livet efter dig”

February 28, 2016

Mais um livro lido para meu círculo de livros. Esse também foi o primeiro da inglesa Jojo Moyes que li. O título em inglês é “Life efter you” ou coisa que o valha. É o que eu chamo um típico “livro de aeroporto”: fácil de ler, sem complicacões e que não te faz sentir nada mais do que um vago interesse em continuar lendo pra ver no que vai dar. Mas se você, por alguma razão, perder o livro e não puder terminar, não ficaria triste. O fim é previsível, o que pra mim é sempre chato, mas pra muita gente é justamente o que é bom nesse tipo de literatura: você fica seguro que o livro vai ter comeco, meio e fim e que você não vai ficar sem saber o que aconteceu. Will, um yuppie cheio de graca, sofre um acidente, fica paralizado do pescoco pra baixo e não quer mais viver. Aí entra Lou, uma moca da classe trabalhadora, que tentar “salvar” o rapaz. Bom, não conto mais nada que é pra não estragar. Se bem que não tem muito o que se estragar… (ao mesmo tempo me sinto como o Grinch, porque milhares de pessoas gostam desse e dos outros livros de Jojo Moyes. What’s wrong with me?) Dou um coracão porque é tecnicamente satisfatório.

Lido em sueco.

“Brobyggarna”

February 4, 2016

O primeiro e, imagino, o último livro de Jan Guillou que vou ler na minha vida. O escritor sueco, uma figura controversa por aqui, tem muito sucesso com seus livros. Eu detestei. Admito que no início gostei, achei interessante a história de três irmãos norueguses, no início do século XX, e de como conseguiram transformar suas vidas gracas a um interesse nato por cálculo e engenharia – exatamente os talentos mais importantes na época da revolucão industrial na Europa. Mas depois de mais ou menos 50 páginas reparei que a história se repetia, os rapazes se envolviam em aventuras, as mulheres, todas figuras obscuras e sem importância na trama, quase não aparecem. Ok, acho que a imagem pública de Jan Guillou comprometeu minha leitura do livro: tenho dificuldade pra gente retrógrada. Queria dizer pra ele assim: “Meu senhor, o senhor é machista”. Mas who cares? Li todo, pulando muitas partes, para o meu círculo de livros. Dou um coracão inteiro por conta do início, que eu gostei.

Lido em sueco.