Mais um da teóloga especializada em ética Ann Heberlein. Li antes: “Jag vill inte dör, jag vill bara inte leva”, “En liten bok om ondska” e “Ett gott liv”, então posso dizer que já sou quase uma expert en Heberlein. O título desse já diz tudo: “Não foi culpa minha! A arte de ser responsável”. Adorei. Ann Heberlein, sempre cultíssima e inteligentíssima, escreve uma tese interessante sobre a ética de se aceitar a responsabilidade por seus atos. Foi uma daquelas leituras que fiz com uma lapiseira ao lado porque precisei marcar várias passagens do livro. Acho que todos os professores lidando com bullying devem ler esse livro, assim como quem quer que seja, interessado em agir com adulto (o que quer dizer aceitar que para todas as ações há reações) num mundo cada vez mais infantilizado. Recomendo muitíssimo.

Lido em sueco.

O terceiro livro do pesquisador e médico especialista na fisiologia do cérebro Martin Ingvar e da jornalista científica Gunilla Eldh. Dessa vez eles escrevem sobre a ligação do cérebro com a dor física, nas costas, nos ombros, na cabeça e até a dor generalizada, fibromialgia. Não ameeei esse livro, mas achei certas coisas interessantes. Principalmente porque tive (e ainda tenho) problema com minhas costas depois do nascimento dos meus filhos. Fiquei intrigada com a experiência de uma pessoa retratada no livro e que se curou de enxaquecas debilitantes com a ajuda da ioga.

Lido em sueco.

O Primeiro livro da escritora sueca Bodil Malmsten que leio. Demorei pra ler o primeiro apesar de já ter quase comprado os livros dela antes. Hesitei porque meio que desgostei dela, depois de entrevistas que deu. Malmsten se mudou para a Franca, para a cidade de Finistère, em 2000, depois de se desencantar com a Suécia. No livro ela descreve seus primeiros meses e anos em Finistère, os personagens muito franceses, a casa e principalmente o jardim. Gostei do livro — não gostei MUITO, mas gostei. Tem uma qualidade de diário que sempre me agrada e o jeito dela escrever me é próximo de alguma forma. Acho que se algum dia conseguir escrever um livro, a “voz” vai ser mais ou menos parecida (se tiver sorte, disciplina e talento o suficiente, claro). Bacaninha.

Lido em sueco.