"A Marca Humana"

July 31, 2006

O livro do americano Philip Roth é o maior barato e já até virou filme com Nicole Kidman e Anthony Hopkins. Conta a história de Coleman Silk, que guarda um segredo, uma opção feita ainda jovem. A opção é, para ele, uma escolha de independência, mas acaba esbarrando no preconceito alheio. Não conto mais que é pra não estragar a experiência da leitura. Adorei os personagens (gostei mais da francesa metida e frustrada – I really wonder why…). Livrão. Empréstimo do meu pai.

Lido em português.

O livro da jornalista e escritora americana Joan Didion é muito bonito. Ela relata o ano que passou depois da morte súbita do marido John e da doença da filha Quintana. A narrativa é circular, com repetição de datas, lembranças doloridas, acontecimentos e frases ditas pelo marido, por ela e pela filha, ou por algum escritor ou amigo. Mas não fica chato. A impressão que se tem é que entra-se no ritmo do raciocínio dela, que ainda tenta entender tudo o que se passou. É um turbilhão de saudade, dor, luto e amor. Mas esse turbilhão é muito organizado. É como Didion mesmo escreve num trecho lá: em momentos difícieis, leia, pense, se informe, organize. O livro é muito bom mesmo, mas meio triste. Presente da minha tia Teresa Cristina.

Lido em português.

O livro de Kazuo Ishiguro é intrigante, mas a sensação que tive ao lê-lo até o final foi que a história não levanta vôo. A idéia é bacana, mas não é nova. Me faz lembrar filmes como “The Island”, com o gostosíssimo Ewan McGregor e a linda Scarlett Johansson. Gosto do Ishiguro de “Remains of the Day”… Esse aqui é apenas razoável.

Lido em português.

O livro da alemã Karen Duve é gostoso de se ler porque conta uma história não muito diferente da minha, só que, claro, muitíssimo mais trágica. (Ainda bem) Por vezes chega a ser triste, mas na maioria das vezes é engraçado. Não posso escrever mais sobre Ann, a protagonista, sem misturar minha vida na trama, o que seria um erro. Então, paro por aqui. Bacana.

Lido em sueco.