“Lar,”
July 1, 2009

Preciso dizer? Compre. Vale a pena.
“Instängd”
June 16, 2009
Esse é o quarto livro da série Martha Quest. A tradução do título é “confinado(a)”. Digamos que o título foi muito bem escolhido. A Martha continua a levar a vidinha dela na colônia inglesa do pós-guerra, com os amigos do clube comunista, com o marido que não ama, com a mãe que não compreende, com o pai à beira da morte, com a filha, que ela abandonou mas que continua a ver freqüentemente, só que no papel de ”tia”. Martha se sente confinada em si mesma, na cidade onde mora, mas principalmente na sociedade a que pertece. Olha, esse é melhor do que os outros dois anteriores, mas ainda assim… Agora só falta ler o último livro da série. Leio porque não gosto de deixar projetos inacabados. E porque sou curiosa.
Lido em sueco.

“Blink: den intuitiva intelligensen”
May 11, 2009
O livro do jornalista Malcolm Gladwell é muitíssimo intressante. São 230 páginas sobre inteligência intuitiva, aquela sensação espontânea que sentimos quando vemos uma pessoa ou um objeto ou vivenciamos uma situação. Gladwell é jornalista, o que me agrada ainda mais, porque o livro é simplíssimo de se ler. Ele diz que quem tem essa habilidade intuitiva desenvolvida é capaz de formar uma opinião nos primeiros dois segundos (!) em que encontra uma pessoa/vê um objeto. E que muitas vezes quanto mais você apura essa primeira impressão, mais errado fica. Parece uma coisa meio confusa, mas não é não. Ele conta história de pesquisadores americanos que estudaram a face humana durante anos pra entender como identificar as chamadas “micro-expressões”, que aparecem rapidíssimo e que revelam mais a respeito da pessoa em questão em tudo o que ela diz. Aqui uma coisa bacana: tem um seriado americano chamado “Lie to me” cujo protagonista, interpretado por Tim Roth, é um expert em interpretar a face humana pra identificar quem mente e quem fala a verdade. A série em si é bacaninha, principalmente quando ele explica as expressões humanas e mostra exemplos reais. O que é bacana é que tenho certeza absoluta que quem quer que seja que tenha criado a série leu esse livro. Não explico mais pra não estragar a surpresa de quem quiser ver a série e ler o livro. Muito bacana. Gostei mesmo.
Lido em sueco.




O livro do psiquiatra sueco David Eberhard é fantástico. O título traduzido explica um bocado: “No país dos viciados em segurança: a Suécia e a síndrome nacional do pânico.” Pois é, você entendeu bem: até mesmo os suecos têm medo. Só que o medo aqui é diferente. As pessoas podem andar na rua à noite sem problemas, mas quando chegam em casa se consomem em angústia. E essa angústia têm várias fontes. Uma delas: quem detesta seu trabalho acha melhor continuar trabalhando lá porque é dificílimo conseguir trabalho fixo aqui por conta das leis de “segurança” criadas pelos sindicatos. Esse é apenas um exemplo. David Eberhard escreve sobre vários; sobre o excesso de leis e regulamentações que existem aqui, de como o estado tenta proteger o cidadão de todo o tipo de perigo imaginável e acaba criando uma pessoa totalmente incapaz de tolerar a mínima frustração e julgar os riscos de uma situação com os próprios neurônios. Ótimo.
Lido em sueco.




“I huvudet på en mamma”
April 7, 2009
O livro de Hanne Kjöller, cujo título pode ser traduzido como “na cabeça de uma mãe”, descreve como é ser mãe na Suécia de hoje. A jornalista sueca escreve a partir de sua experiência própria e de sua irritação com as mães que reclamam o tempo todo de como é estrassante ter filhos, trabalhar, cuidar da casa etc. A parte que mais gostei é a que discute o medo das mães numa sociedade extremamente segura. Li até a ultima página, fechei o livro e fiquei com vergonha da minha ladainha. Muito bom. Recomendo.
Lido em sueco. 



“En fläkt av stormen”
March 9, 2009
O terceiro livro da série Martha Quest, de Doris Lessing, e, tenho a impressão, o pior de todos (claro, ainda não li os outros dois, mas ainda assim). Cruz-credo. Nesse livro Martha largou o marido, abandonou a filha e se envolveu num grupo político que passa a ser sua nova família. Martha se envolve com um outro homem mas sente que ainda está buscando uma paixão fulminante. Aqui e ali fala da falta que sente da filha, do marido que deixou e que detesta, mas muito en passant. Tudo é política. Detestei. Mas, com certeza, deve agradar a quem gosta de política e não está nem aí pra coisa da filha e do marido…
Lido em sueco.
“Den oskyldige mannen: mord och orättvisa i en små stad”
February 11, 2009
Li esse do John Grisham porque gosto das histórias de julgamento americanas e porque gosto do autor em geral. O título resume a história: “O homem inocente: assassinato e injustiça numa cidade pequena”. Trata-se de uma história real, o que melhora as chances da obra, por assim dizer. Mas o livro é loooongo, detalhadísssimo, o que cansa. De repente me vi pulando várias páginas e ainda assim compreendendo todo o enredo.
Lido em sueco.


“Eremitkräftorna”
January 29, 2009
Segunda parte da trilogia da norueguesa Anne B. Ragde, cujo primeiro livro é “Berlinerpopplarna”, que li mês passado. O título em português seria “carangueijo-ermitão”. Pra ser sincera: mesmo com o nome bacaninha, não gostei. Achei insosso, sem graça, sem o menor wow-fator. E digo isso partindo do princípio que esse livro seria um no brainer, apenas um passatempo. Não vou ler o terceiro porque me cansei das personagens, das histórias de cada um. Da repetição.
Blé.
Lido em sueco. 
“I väntan på barbarerna”
January 16, 2009
Tradução sueca do livro “Waiting For The Barbarians”, que J.M. Coetzee escreveu e lançou em 1980. Bem ao estilo do escritor sul-africano que ganhou o Nobel de Literatura em 2003, o protagonista é um homem sem nome, com certo poder e dúvidas existenciais importantes. Tem ainda o toque erótico, também muito característico de Coetzee, mas que sempre soa de alguma forma doloroso. O sexo não é feliz, é angustiado, uma obcessão. Mas, veja bem, o livro ótimo. O protagonista é um prefeito de uma cidade no meio do nada, numa terra conquistada, onde a população nativa é vista como bárbara. E os dominadores vivem atrás de seus muros enormes, em pânico constante com a possibilidade de uma invasão bárbara.
Lido em sueco.



“Berlinerpopplarna”
January 3, 2009
Peguei o livro da norueguesa Anne B. Ragde emprestado com uma colega de trabalho. Numa pausa pro café, sentei numa mesa em que elas contavam a história da família Neshov e gostei do que ouvi. São três os irmãos: um agente funenário solitário e triste, um fazendeiro solitário e triste e um vitrinista gay, feliz e casado. E mais: uma filha veterinária, um pai que não é pai, um amante dinamarquês e uma mãe frustrada e morta, razão do encontro geral. O livro é um daqueles no brainer que são uma delícia de se ler de quando em vez. Sem ambições acadêmicas. Férias pros meus neurônios.
PS.: O título é o nome de uma árvore que os alemães plantaram na Noruega durante a ocupação do país na Segunda Guerra Mundial. O objetivo era construir uma mini-germânia por essas bandas e evitar, com isso, o banzo geral das tropas tedescas.
Lido em sueco.



Esta página nasceu da minha vontade de fazer uma lista dos livros que li, com pequenos comentários e cotações. Nada pretencioso. Minha intenção é me divertir. Fique a vontade para comentar os livros, os meus próprios comentários e até para enviar dicas de leituras, mas por favor observe o bom senso e seja educado. Não precisa ser gênio pra escrever aqui, basta não ser idiota. - Maria Fabriani (livroslivroslivros (at) gmail.com)

