“Dvärgen”

December 3, 2007

Demorei pra ler o pequeno (150 páginas) livro de Pär Lagerkvist (ganhador do Nobel de literatura em 1951)porque tive dificuldade em me aprofundar (ou apreciar) a amargura do protagonista, o anão do título, que é também o narrador da história. São cento e cinqüenta páginas de pequeneza de espírito (pun intendet); o anão distribuindo ódio a sua volta, manipulando e matando. Um sociopata, uma eminência parda numa côrte italiana durante a Renascença. Mas o livro é interessante, ainda mais porque é escrito em forma de diário pelo anão. Fico imaginando como deve ter sido escrever esse romance. Pra escrever, em primeira pessoa, sobre tanto ódio, é preciso ter sentido esse ódio. Não pode ser algo apenas imaginado. Será?

Lido em sueco.

Fiquei totalmente envolvida na leitura de Utvandrarna (“Os emigrantes”), de Vilhelm Moberg, um dos clássicos obrigatórios suecos. O livro, escrito em 1949, é a primeira parte de uma trilogia que se completa com Invandrarna (“Os imigrantes”), escrito em 1952, e Nybyggarna (algo como “Os pioneiros”), de 1956. Moberg escreveu ainda um quarto livro, que é também visto como parte da trilogia, chamado Sista brevet till Sverige (“A última carta à Suécia”), de 1959.

Moberg descreve a saga de Karl-Oscar e Kristina, dois camponeses de Småland (ismôôland, região do centro sul sueco) que, assim como milhões de outros suecos do século passado, emigraram pros EUA em busca de uma vida melhor. Durante o século XIX e até no início do século XX, a Suécia tinha uma economia predominantemente rural. Invernos prolongados, verões curtos e população pobre. O resultado dessa mistura foi uma emigração em massa pros EUA: cerca de 1.3 milhão de suecos (1/5 da população) abandonaram suas terras. Seria bom se a maioria da população sueca se lembrasse disso de quando em vez. Muito bom.

Lido em sueco.

"Juloratoriet"

May 6, 2004

Tive que ler esse aqui pro curso de sociologia da universidade. O nome do autor é Göran Tunström e ele é visto como um dos grandes autores suecos. Eu não sei se foi porque odiei o professor desse curso, ou porque simplesmente não gostei do livro, mas foi dificílimo terminar de ler. Acho que só o fiz mesmo porque precisava escrever um trabalho sobre ele. Senão teria jogado no lixo. Arght!

Lido em sueco.

"Kejsarn av Portugallien"

January 9, 2003

Clássico sueco. Tive de lê-lo duas vezes para as aulas de sueco. Selma Lagerlöf, ganhadora do prêmio Nobel de literatura em 1909, escreve no seu dialecto, da região de Värmland, que não é necessariamente simples. A leitura, no entanto, depois de passada as primeiras barreiras linguísticas, é muito legal. Nesse livro, Jan i Skrotlycka é um homem amargo até o nascimento da filha Klara Fina Gulleborg. O amor de Jan pela filha ultrapassa todas as barreiras – até as da loucura. (Mas fiquem tranqüilos, Selma Lagerlöf não escreve sobre incesto e horrores do tipo).

Lido em sueco.

"Bröderna Lejonhjärta"

October 11, 2002

O livro de Astrid Lindgren é surpreendente. Acompanhamos Skorpan (apelido do protagonista) e seu irmão mais velho Jonatan em sua busca por Nangiala, a terra das sagas, onde há aventura – e para onde todo mundo vai quando morre. Em meio à fantasia dourada e a uma realidade muito dura, escolhe Skorpan acompanhar seu irmão à Nangiala… Confesso que esse livro me traumatizou. Ainda hoje tenho dificuldade de ler Astrid Lindgren. Pra ser sincera, não pretendo fazê-lo tão cedo.

Lido em sueco.

"Face a Face"

May 16, 1991

Achei esse livro num sebo perto da minha academia de ginástica, a Corpore em Ipanema. Na verdade, passava mais tempo no sebo do que na academia… Estou aqui a folhear o livro e vejo as muitas marcas que fiz, anotações e partes sublinhadas. Esse é um dos livros mais bonitos que li, mais românticos e, em se tratando de Ingmar Bergman, um dos mais depressivos também. Mas é lindo. Ele explica na contra-capa da minha edição:

“Face a Face é uma história sobre a Vida, o Amor, e a Morte.”Quem diria que um dia poderia ler Ingmar Bergman no original? :c)

Lido em português.