“Into the Wild”
December 15, 2007
Segunda vez que li o livro de Jon Krakauer. A primeira foi em Nova York, há quase dez anos. Gostei mais dessa vez. Ainda fico intrigada pela história de Chris McCandless, de 22 anos, que em abril de 1992, entra sozinho na wilderness do Alasca pra nunca mais sair. Pra quê? Por quê? Não se sabe. Krakauer não vai fundo nas questões de McCandless, até porque seria especular demais, uma vez que o rapaz não deixou muitas anotações de foro íntimo em seus diários. Essa seria, talvez, uma das únicas fraquezas do livro. Mas, nem por isso a leitura deixa de ser interessante. Muito pelo contrário.
Lido em inglês.



“Stranger On A Train”
August 12, 2007
O terceiro da escritora e jornalista inglesa Jenny Diski que leio em pouco tempo. E ainda não me cansei. Se pude$$e, compraria outros imediatamente. Esse aqui é sobre a viagem dela de trem pelo continente americano. Ela conta a história das pessoas que conheceu no trem e, principalmente, daquelas com quem dividiu o compartimento para fumantes. Eu detesto cigarros; fiquei meio irritada com a devoção de Jenny Diski aos tubos de nicotina, mas nem por isso ela deixa de escrever divinamente.
Lido em inglês.




“Skating to Antarctica”
July 18, 2007
Mais um livro da escritora inglesa Jenny Diski. Esse é mais pesado do que o outro que li umas semanas atrás. Ela conta alternadamente a história de sua viagem à Antarctica e sobre sua infância infeliz e pais negligentes. Achei difícil gostar dos capítulos sobre a mãe dela, mas me apaixono cada vez mais pelo modo como Jenny Diski escreve. Profundas reflexões elaboradamente descritas numa linguagem refinadérrima. Quem me dera escrever assim! Agora eu simplesmente tenho que ler o outro livro de ensaios dela, “Stranger On A Train”.
Lido em inglês.



"Heat"
July 15, 2007
Livro do jornalista americano Bill Buford sobre as aventuras dele como aprendiz de cozinheiro do renomado chefe Mario Batali, em Nova York, e como aprendiz de açougueiro na Toscana (além de outras aventuras). Esse é um livro sobre paixões. Buford trabalhava, nada mais nada menos, como editor da “The New Yorker”, mas resolveu deixar seu emprego quando a paixão pela comida tomou conta. São páginas e mais páginas sobre polenta, carne toscana e pra investigar quando ovos começaram a ser usados no preparo de massa fresca italiana. É fascinante (pra quem é aficionado). Não sou aficionada, mas gosto demais de como ele descreve sua paixão, de como ele vai fundo e acaba transformando sua vida. Muito legal.
Lido em inglês.



“I feel bad about my neck”
June 26, 2007
Gostei desse livro de pequenos artigos de Nora Ephron, jornalista, roteirista e diretora de cinema americana. Foi ela quem escreveu - e por vezes dirigiu - filmes que gosto muito, como “Sleepless in Seattle” e “When Harry met Sally”. Os textos são sobre mulheres, envelhecimento, amor por pessoas (amigos e namorados) e por apartamentos, além do amor infinito dela por Nova York. Como passei uns tempos em Nova York estudando (dizer que morei lá é um pouco demais, mas a verdade foi que morei sim), sei bem do que Nora Ephron está falando. Se pude$$e, moraria lá o resto da minha vida. Com ataques terroristas e tudo. Ah, sim: o livro é bacana.
Lido em inglês.


"Naked"
June 11, 2007
Mais um livro do cômico americano David Sedaris. Gostei menos desse, que encomendei junto com o primeiro aí de baixo. As histórias são engraçadas porém têm um tom mais confessional. O fato de tê-lo lido em poucos dias mostra que as histórias nesse livro, assim como no primeiro, são interessantes e bem escritas. Legal. (Mas se você tiver de escolher, escolha o “Me talk pretty one day”).
Lido em inglês.



"Me talk pretty one day"
June 8, 2007
Adorei esse livro de David Sedaris, americano maluco, que conta numa série de shortstories (poderiam ser posts de um blog, caso ele usasse um computador e não uma máquina de escrever IBM) pedaços de sua vida, histórias hilárias da família (principalmente do pai, do irmão e da irmã Amy), além de sua experiência em aprender francês. A luta dele com os genitivos feminino e masculino é de matar de rir, assim como o francês torpe de seus colegas de turma. Me diverti demais.
Lido em inglês.




“On Trying To Keep Still”
May 25, 2007
Li duas vezes seguidas o livro de Jenny Diski, jornalista britânica de quase 60 anos e que ganha a vida como repórter de turismo e escritora. E sei que daqui a um tempo provavelmente farei várias releituras. A prosa dela é tão suave, cheia de informação e humor que me deixa feliz e muito inspirada. Esse livro é composto por textos sobre três viagens da autora, durante as quais ela paradoxalmente buscava a solitude e a imobilidade. Parece deprê, mas não é não. Aliás, morri de rir com muitos trechos do livro, que mistura passagens da vida de Diski com viagens dela à Nova Zelândia, a um cottage no meio do campo inglês, onde ela morou sozinha por dois meses, e à Lapônia sueca. Diski é daquelas que começa a descrever o dia em que resolveu sair para dar uma caminhada (apesar de ser uma pessoa avessa a exatamente isso, se mover) e que na estrofe seguinte escreve sobre a vida, a morte, escritores, filosofia etc. Fascinante.
Lido em inglês.




"Bokhandlaren i Kabul"
April 29, 2007
Finalmente li o best seller de Åsne Seierstad. Demorei porque tinha preconceito contra a autora. O problema é que vi uma entrevista dela num famoso programa norueguês de entrevistas literárias pela TV e notei um tom de desdém de Seierstad para com a família do tal do livreiro de Kabul. Achei aquilo meio que o fim da picada e decidi não ler o livro, que explodiu aqui também, assim como em todo mundo. Mas aí, ganhei o livro de presente da minha sogra no natal passado e, como não tinha pra ler por esses dias, dei uma chance. E gostei. Legal é que Seierstad “some” na narrativa; é como se ela observasse tudo de fora. Mas o melhor mesmo é quando ela escreve sobre as pessoas da família Khan. Cada uma com sua particularidade. Cada um mais assustador do que o outro. Ótimo.
Lido em sueco.



"Almost French"
December 27, 2006
Devorei o livro de Sarah Turnbull. Bem escrito, interessante, leve, informativo e com muitas histórias engraçadas. Achei bacana descobrir, entre outras coisas, que minha viagem em encontrar meu lugar num país estranho é dividida por muitas pessoas que fizeram os mesmos tipos de escolhas que eu. E que encontraram mais ou menos as mesmas dificuldades que eu. Constatei ainda, que a Suécia é um paraíso se comparado com o mundo parisiense ultra-disciplinado. Nada como um pouco de perspectiva para dar nova energia ao ano novo que se anuncia. Senti falta, no entanto, de ler mais sobre os conflitos internos da escritora. Achei essa parte um pouco leve demais. Se bem que tenho a impressão de que um livro, para fazer jus à história, não precisa ser necessariamente pesado, cheio de elucubrações.
Lido em inglês.



Esta página nasceu da minha vontade de fazer uma lista dos livros que li, com pequenos comentários e cotações. Nada pretencioso. Minha intenção é me divertir. Fique a vontade para comentar os livros, os meus próprios comentários e até para enviar dicas de leituras, mas por favor observe o bom senso e seja educado. Não precisa ser gênio pra escrever aqui, basta não ser idiota. - Maria Fabriani (livroslivroslivros (at) gmail.com)

Péssimo