“Kidnappad hjärna”
March 28, 2008
O livro de Miki Agerberg explica de forma simples alguns aspectos da dependência de drogas. As drogas vão desde as aceitadas socialmente, como álcool ou tabaco, até as proibidas, como cocaína, heroína e anfetamina. Ele explica como a dependência acontece quimicamente de forma simples o que faz com que o livro quase nunca fique chato. A única coisa mais ou menos é que o livro parece ser formado por uma série de matérias, sem muita continuidade. Mas as partes em que ele descreve a dependência química, como tudo acontece, é muito interessante mesmo. E instrutivo.
Lido em sueco.



“Hitta hem”
December 26, 2007
A antologia organizada por Sofia Lindström e Astrid Trotzig é composta por 22 textos escritos por pessoas que fazem parte da primeira geração de adultos suecos adotados da Coréia do Sul. Eu não sabia, mas adoção internacional é uma ocorrência naturalíssima nesse país, cuja sociedade funciona segundo estruturas hierárquicas muito rígidas. São mais de 150 mil as crianças adotadas advindas da Coréia do Sul e espalhadas pelo mundo. A maioria foi pros EUA, nove mil vieram para a Suécia, outras tantas foram parar em diversos países europeus, Austrália e Nova Zelândia. O livro é interessante, mas, claro, os textos não têm todos a mesma qualidade. O texto mais redondo, com mais punch, é o de Inger Stenström, “Flickan med tigrarna” (”A menina com os tigres”). O mais emocional (que me levou às lágrimas) é o de Peter Persman, “Resan till helheten” (”A viagem até a completude”). O mais triste e nervoso, o de Johan Julius, “Ett gammalt barns betraktelser” (”Considerações de uma criança velha”).
Lido em sueco.



"Att föda"
March 28, 2007
O livro de Gudrun Abascal, parteira sueca com mais de 30 anos de experiência, é ótimo. Dá muitas dicas práticas pra quem está esperando um bebê aqui na Suécia. Descreve os procedimentos do pré e do pós-parto, discute as perguntas mais difíceis (angústia, medos, inseguranças) e traz, inclusive, relatos de homens e mulheres sobre suas experiências no nascimento de seus filhos. Adorei. Recomendo.
Lido em sueco.




"Operation: nytt liv"
April 30, 2006
O livro de Hanne Kjöller är, na verdade, uma reportagem reforçada sobre a operação de gastric bypass, que se mostra uma saída cada vez mais possível pra quem tem um BMI acima de 40. Ela explica todos os detalhes dos diferentes tipos de operações, conta sua própria experiência de operada, entrevista outras pessoas com experiências muito positivas e mostra dados científicos que confirmam: a operação é a única saída para quem não consegue emagracer nem manter seu peso. Bom mesmo. Devorei (o livro). Hohoho.
Lido em sueco.




"Att ha rätt"
March 5, 2006
Terminei de ler esse livro há meses, mas esqueci de escrever sobre ele aqui, e quando lembrava não tinha saco nem tempo. O livro é bom mas fiquei um pouco decepcionada. O autor, Tomas Böhm, é o mesmo do livro sobre a psicologia do racismo que li há uns anos. Achei que seria interessantíssimo dessa vez ler sobre a lógica do fundamentalismo e a dificuldade de certas pessoas em aceitar a verdade alheia, que pode ser tão ou mais correta quando a própria verdade. Mesmo assim, “Att ha rätt”, que pode ser traduzido como “Estar certo”, é um livro interessantíssimo para quem quer entender o fundamentalismo (e aí não é apenas o fundamentalismo islâmico, ok?).
Lido em sueco.


"Vad är EU"
October 24, 2005
Li “O que é EU”, de Birger Möller para o curso de ciências políticas na universidade e gostei muito. A linguagem é fácil, dinâmica (uma raridade em se tratando de livros didáticos) e muito informativa. Aprendi sobre o nascimento da União Européia, seus órgãos e como toda a parafernália burocrática européia se organiza. Impressionante é que o autor consegue escrever sobre burocracia de forma divertida.
Lido em sueco.



"En riktig våldtäktsman"
March 7, 2005
Mais um livro da jornalista Katarina Wennstam, que escreveu “Flickan och Skulden”, lido em setembro de 2004. Esse daqui, cujo título traduzido é “Um estuprador de verdade”, é a continuação do primeiro livro. Katarina Wennstam entrevista dessa vez apenas os rapazes acusados de cometer violência sexual. Nesse segundo livro, Wennstam continua a discussão é inclui a visão de como a sociedade reforça a idéia de que certas mulheres simplesmente não podem ser violentadas porque elas “pedem” um tratamento violento, através de seu comportamento pouco casto.
Incrível como na Suécia, um estado laico, um país onde cerca de 80% das mulheres trabalham, que dá passos gigantescos no que diz respeito à igualdade entre os sexos, ainda exista esse tipo de idéia fundamentalmente preconceituosa. Mas é verdade. Wennstam critica ainda a imagem que se faz do estuprador como um maluco que pula dos arbustos e ataca mulheres desconhecidas. Isso, acredite se quiser, apesar de ocorrer, é uma exceção. A maioria dos violadores é composta por namorados, maridos e conhecidos, que simplesmente não aceitam um “não”. Obrigatório.
Lido em sueco.




"Hur man möter människor i sorg"
December 6, 2004
O título traduzido do livro de Gurli Fyhr é “Como se lida com pessoas em luto”. O luto ao qual a escritora se refere não é apenas aquele que sentimos quando perdemos uma pessoa amada para a morte, mas pode siginificar qualquer tipo de perda, uma doença, o fim de um casamento, até mesmo a perda de raízes, de seu país. O livro não é pesado, até porque a intenção da autora é dar dicas de como fazer pra não atrapalhar o processo de luto das pessoas. Muito interessante. Lido para o curso de psicologia.
Lido em sueco.



"Flickan och skulden"
September 20, 2004
A jornalista Katarina Wennstam escreve um livro eletrizante sobre casos de violência sexual contra meninas na Suécia, tendo como base os casos jurídicos contra os culpados. Mas, na verdade, estranhamente, a questão da culpa é que é interessante - como aliás, fica claro no título do livro, “A menina e a culpa”.
A importância de determinar de quem é a culpa pelo ataque fica clara, quando observa-se as perguntas feitas às vítimas (”Você tinha bebido?”, “Com quantos namorados você fez sexo?” etc) e, claro, os veredictos, quase sempre inocentando os violadores. A sexualidade masculina, essa coisa descontrolada, acaba sendo responsabilidade das meninas, que com suas saias “curtas demais” ou comportamento “convidativo demais”, provocam a violência sexual masculina. Livro fundamental pra compreender como o machismo deturpa o julgamento da grande maioria da população - inclusive das mulheres. Indispensável. Lido para o curso de ciência legal da universidade.
Lido em sueco.




"Olika Syn på Saken"
July 17, 2004
Livro de Birgit Öberg sobre encontros e diferenças culturais. A autora é casada com um embaixador sueco e morou em países tão diferentes como Tailândia, Algéria e Polônia. Uma coisa em particular me chamou atenção no livro de Öberg: a noção - até certo ponto evidente - de que o mundo é repleto de normas, padrões, que se diferenciam uma da outra dependendo de onde você vive. O frio sueco é relativamente normal, se comparado ao frio norueguês. Mas uma verdadeira impossibilidade se comparado aos invernos cariocas. Tudo, na verdade, é muito relativo. Livro ligeiro, sem ambições acadêmicas. Legal.
Lido em sueco.



Esta página nasceu da minha vontade de fazer uma lista dos livros que li, com pequenos comentários e cotações. Nada pretencioso. Minha intenção é me divertir. Fique a vontade para comentar os livros, os meus próprios comentários e até para enviar dicas de leituras, mas por favor observe o bom senso e seja educado. Não precisa ser gênio pra escrever aqui, basta não ser idiota. - Maria Fabriani (livroslivroslivros (at) gmail.com)

Péssimo