"In Cold Blood"

October 26, 2007

Segunda vez que leio a obra-prima de Truman Capote. O livro conta a história do assassinato de uma família inteira numa cidadezinha de Kansas, no final dos anos 50. Capote foi fazer research in loco, junto com a amiga e escritora Harper Lee (”To Kill a Mockingbird”), e acabou escrevendo um livro - além de se apaixonar por um dos acusados. O livro é genial. Capote é genial. Que estilo! A história é completíssima, com todos os detalhes possíveis, tanto que parece uma obra de ficção, até porque o autor fala de si próprio na terceira pessoa, como se estivéssemos - nós, os leitores, e ele, o narrador - de fora, olhando tudo aquilo de uma distância segura. É como se Capote estivesse sentado do meu lado, me contando a história mais fascinante e mais terrível do mundo. Maravilhoso. Recomendo.

Lido em inglês.

O Clássico de Truman Capote é excelente. A história em si é o menos importante, o mais bacana é como Capote vai desvendando o perfil das personagens, principalmente Holly. Se tem uma coisa que Capote sabe fazer é, com algumas poucas palavras, nos dar uma idéia exata da personagem de um livro. O perfil é perfeito. Gosto muito também da sofisticação da linguagem, que mistura idiomatismos de época, expressões do sul dos EUA e sofisticadas palavras em um francês en peu decadent. Mais uma vez: com isso, ele nos dá uma idéia exata dos personagens. Quem me dera poder escrever assim! Adorei.

Lido em inglês.

"To Kill a Mockingbird"

December 30, 2006

A obra-prima de Harper Lee é, de fato, uma obra-prima. Devorei o livro, totalmente escrito no dialeto do sul dos Estados Unidos. Vi o mundo por intermédio dos olhos de Scout, uma menina de oito anos. Conheci seu pai, seu irmão, o amigo Dill (talvez inspirado no amigo de infância Truman Capote), a vizinhança, os parentes. Acompanhei as brincadeiras, a vida dos adultos, a escola, os mistérios diários e as “coisas da vida” que muitas vezes não fazem sentido pruma menina de oito anos.

Esse é um daqueles livros que me faz entrar numa bolha e me transfere no tempo. Se tivesse que falar inglês no meu dia-a-dia tenho certeza de que durante esses dias teria um sotaque muito peculiar. Esse é um livro sobre inocência, de como essa inocência se perde e de como pode ser restaurada. Um espetáculo. Adoro a apresentação da escritora, logo no início do livro:

“Harper Lee was born in 1926 in Monroeville, Alabama, a village that is still her home. She attended local schools and the University of Alabama. Before she started writing she lived in New York, where she worked in the reservations department of an international airline. She has been awarded the Pulitzer Price, two honorary degrees and various other literary and library awards. Her chief interests apart from writing are nineteenth-century literature and eighteenth-century music, watching politicians and cats, travelling and being alone.”

Lido em inglês.

"A Marca Humana"

July 31, 2006

O livro do americano Philip Roth é o maior barato e já até virou filme com Nicole Kidman e Anthony Hopkins. Conta a história de Coleman Silk, que guarda um segredo, uma opção feita ainda jovem. A opção é, para ele, uma escolha de independência, mas acaba esbarrando no preconceito alheio. Não conto mais que é pra não estragar a experiência da leitura. Adorei os personagens (gostei mais da francesa metida e frustrada - I really wonder why…). Livrão. Empréstimo do meu pai.

Lido em português.

Clássico de J.D salinger e um dos meus livros favoritos de todos os tempos. Holden Caufield é um dos meus heróis. O fato de ele não existir é apenas um detalhe. “O Apanhador no campo de centeio” é a minha bíblia. Não me preocupo com o fato de ter me identificado com um dos romances título do sonho decadente americano. Leio Salinger em geral, e o “Apanhador” em particular, porque no livro fala-se de sentimentos humanos. E humano todo mundo é, até os americanos.

O Holden fala o livro todo sobre solidão, estar perdido, não ser bom o suficiente, ser rebelde, amar, não ser amado em retorno, revoltar-se, querer morrer, sorrir, se enternecer com o amor de um irmão mais novo. Em resumo, a minha vida. Li o “Apanhador” aos 13 anos pela primeira vez e não vi nada ali. Depois, quando as coisas começaram a ficar mais difícieis, lá pela puberdade, li novamente e parece que as coisas entraram no eixo. Foi como se eu entendesse uma língua estrangeira, o “Salingerismo”. Mais tarde, já com inglês suficiente, tive a alegria de ler “The Catcher in the Rye” no original. Nunca mais fui a mesma depois dessa experiência.

Lido em português e em inglês.

"Möss och Människor"

April 5, 2002

“Of Mice and Men”, o clássico de John Steinbeck, originalmente publicado em 1970. Foi um dos primeiros livros que li em sueco e se mostrou mais fácil do que eu imaginava - pelo menos do ponto de vista gramatical. Conta as andanças de Lenny e George pelo Sul dos EUA durante a depressão dos anos 30. Steinbeck escreve sobre amizade, traição e desespero. Muito legal.

Lido em sueco.

"A Redoma de Vidro"

July 25, 1991

Autobiografia romantizada da Sylvia Plath, uma das maiores poetisas e escritoras americanas de todos os tempos. A conheci por intermédio do meu pai e, desde que li esse livro, virei uma fã ardorosa. A história de Plath é muito triste: talentosíssima, ela se matou moça, tudo indica que, em parte, por conta das traições do marido. Pra entender o “ambiente” Sylvia Plath é preciso ler esse livro, que é muito bom, além de um de seus poemas mais conhecidos, “Lady Lazarus”. Ainda não vi o filme com a Gwyneth Paltrow, mas já ouvi falar que ela está muito bem.

Lido em português.

"A sangue frio"

August 12, 1990

Livraço de Truman Capote, que li emprestado pelo meu pai. O livro é uma reportagem exemplar, sobre um assassinato acontecido na cidade de Holcomb, em Kansas, EUA, no meio de novembro de 1959. O livro inteiro é eletrizante, cru, direto, perfeito. Agora, relembrando, me pergunto por quê eu nunca mais li nada de Truman Capote. Vale a pena. Fantástico.

Lido em português.

"Pé na Estrada"

January 3, 1990

Um dos melhores livros que li na vida. Jack Kerouac foi um dos criadores da onda beat, que varreu os EUA nos conservativos anos 50 e, sem dúvida, abriu caminho pros revolucionários anos 60. O livro, publicado em 1957, virou um clássico sobre liberdade, amor livre, loucura e vidas vividas até a última gota. Li por influência do meu pai, que me emprestou o livro. Agora quero comprá-lo e relê-lo no original, até pra me preparar pro filme, que Coppola produzirá e que Waltinho Salles dirigirá.

Lido em português.