“Freedom”
January 6, 2012
Sabe aquele livro que você termina de ler mas continua a ecoar dentro da sua cabeça? Isso aconteceu comigo poucas vezes. A primeira quando li “A casa dos espíritos” de Isabel Allende aos 14 anos. A segunda, quando terminei “Crime e Castigo”, aos 20. A terceira aconteceu essa semana, quando acabei “Freedom”, do meu querido Jonathan Franzen. “Freedom” é um romance sobre a família Berglund (americana com raízes suecas, exatamente como a de Franzen), dos anos 70 até a atualidade. É um romance realista, fala sobre o ataque terrorista em Nova York, da guerra do Iraque, da corrupção do governo Bush e de seus goons (tipo Dick Cheney), mas principalmente como a vida americana é moldada numa idéia básica de liberdade — daí o título — que é aparentemente positiva mas que, no final das contas, quando a noção de liberdade é absoluta e levada a extremos, torna a vida impossível de ser vivida. Ma-ra-vi-lho-so.
Lido em inglês. 




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Péssimo