Nem sei o que dizer sobre esse livro do professor de antropologia social Thomas Hylland Eriksen, da Universidade de Oslo. Acho “Terrorismo cultural” simplesmente ge-ni-al. O excepcional é o autor, um homem evidentemente cultíssimo, que já deve ter lido MUITOS livros. Esse livro é o resultado de anos de estudos, leituras, muito pensamento e idéias originais. Um exemplo:
“(…) fascismo é ter amigos íntimos, uma cidade natal e uma família, mas não ter capacidade de entender que outras pessoas, em outros locais, possam ter amigos, uma cidade natal e família – e ter uma vida rica e interessante, mesmo sendo diferente.”
E por aí vai. Leia! Leia! Leia! Läs! Läs! Läs!
Lido em sueco.




"Att bryta upp och byta land"
June 11, 2004
Elsie Franzén arrasa quarteirão com esse livro liiiindo, cheio de insigts maravilhosos e muita experiência de primeira-mão com gente que largou tudo e mudou de país, como diz o título. Uma das melhores leituras que fiz desde que cheguei e me vi nessa situação de imigrante, querendo plantar umas raizesinhas aqui e ali mas sem saber exatamente como ou onde começar. Sensacional.
Lido em sueco.




"Tusen år av invandring"
June 9, 2004
Mais um fascinante livro sobre os suecos e sua cultura “pura”. Só quem lê livros assim é que pode sentar no sofá e rir dos neo-na****as que dizem querer conservar a Suécia e suas tradições. Em “Mil anos de imigração – uma história cultural sueca”, Ingvar Svanberg e Mattias Tydén mostram a construção da sociedade sueca com a presença constante dos imigrantes.
Exemplos: os huguenotes franceses que vieram pra cá no século XVII; a imigração em massa de finlandeses e de povos do Báltico durante a grande guerra nórdica (1700 a 1721); a chegada de alemães protestantes no meio do século XVIII; refugiados poloneses por volta de 1860; refugiados judeus-russos na virada do século; judeus, povos dos países nórdicos e do Báltico durante a Segunda Guerra Mundial; refugiados advindos da Hungria em 1956; da Tchecoslovaquia em 1968; do Chile nos anos 70; os refugiados vindos de barco no início dos anos 80; do Irã também vindos nos anos 80; e os refugiados da antiga Iugoslávia nos anos 90.
Lido em sueco.



"Språk, kultur och social identitet"
June 2, 2004
Seija Wellros descreve em seu “Idioma, cultura e identidade social” tudo o que senti nos meus primeiros tempos de Suécia (e, confesso, de quando em vez ainda sinto). Seija Wellros imigrou da Finlândia para a Suécia há mais de 30 anos e se tornou professora de sueco para imigrantes e, mais tarde, psicóloga. Ela define choque cultural como:
“uma sensação de um caos cognitivo ameaçador e contínuo que acontece graças à falta por parte dos imigrantes de confiáveis instrumentos de tradução e pontos de referência fixos. Esse choque é vivido por todos os que se mudam, durante longo ou curto período de tempo, para um novo ambiente, e pode ter intensidades variadas. (…) Aquele que se muda para um novo país sente ao mesmo tempo o choque de se tornar “surdo-mudo”, quando não entende o que se diz nem pode se fazer entender no idioma local.”
Lido em sueco.




Esta página nasceu da minha vontade de fazer uma lista dos livros que li, com pequenos comentários e cotações. Nada pretencioso. Minha intenção é me divertir. Fique a vontade para comentar os livros, os meus próprios comentários e até para enviar dicas de leituras, mas por favor observe o bom senso e seja educado. Não precisa ser gênio pra escrever aqui, basta não ser idiota. - Maria Fabriani (livroslivroslivros (at) gmail.com)

Péssimo